Vorcaro foge de depoimento à CPI do INSS; entenda o motivo

Atualizado em 20 de fevereiro de 2026 às 16:25
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, optou por não comparecer à oitiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo informações do Metrópoles, a oitiva estava marcada para a próxima segunda-feira (23), e a decisão foi comunicada à comissão e pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Ele alegou que a escolha teve como objetivo evitar mais desgaste e exposição pública, uma estratégia para proteger sua imagem enquanto as investigações seguem em andamento.

A decisão do banqueiro foi respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma deliberação do ministro André Mendonça. O ministro entendeu que, como Vorcaro é investigado nos colegiados, sua presença nas sessões seria facultativa.

Dessa forma, ele não seria obrigado a comparecer à CPMI. A medida foi também influenciada por outras restrições impostas ao banqueiro, que não pode viajar de avião particular e seria obrigado a se deslocar de voo comercial ou ser transportado pela Polícia Federal (PF).

Prédio do Banco Master. Foto: Divulgação

Apesar de não comparecer à CPMI, ele ainda pode ser convocado para depor na Comissão de Assuntos Financeiros (CAE) do Senado, onde, segundo especulações, a pressão seria menor.

O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informaram que farão um apelo ao STF para que o banqueiro compareça em uma nova data. No entanto, ainda não há uma definição sobre quando isso pode ocorrer.

Daniel Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 durante uma operação da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, colocando-a sob administração especial.

As investigações apontam que o Banco Master pode ter movimentado aproximadamente R$ 12 bilhões por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) irregulares. A fraude é considerada um dos maiores esquemas de manipulação financeira do setor bancário brasileiro.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.