
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, afirmou que pretende expor informações sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, no escândalo Epstein. Ela ameaçou “derrubar todo o sistema” e revelou que pretende tornar públicas informações que diz possuir sobre o casal.
“Eu vou derrubar seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim, não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido. Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema, tome cuidado comigo, sua idiota”, afirmou Amanda.
A declaração foi dada após Melania negar ligação com Epstein. A ex-modelo disse que conviveu por cerca de 20 anos no entorno do casal e afirmou que pretende tomar medidas legais contra ambos.
“Você sabia que eu estava detida no ICE. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”, prosseguiu.
Amanda também mencionou sua deportação dos Estados Unidos em 2025 e atribuiu o episódio à influência de seu ex-marido, o empresário italiano Paolo Zampolli.
“Policiais entraram na nossa casa às seis da manhã, me jogaram de pijama no corredor, com o rosto voltado para a parede, e pegaram nossos passaportes. Algemaram a mim e ao meu atual marido na frente do Giovanni [seu filho de 15 anos]”, contou.

A ex-modelo afirmou ainda que poderá depor em investigação conduzida por um comitê do Congresso dos EUA sobre o caso Epstein. Ela relata ter tido contato com o financista em 2002, quando embarcou em um avião ligado a ele.
Sobre o episódio, declarou ao jornal O Globo: “Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo”. A viagem ocorreu quando ela tinha 17 anos.
Amanda também fez acusações contra Zampolli, com quem manteve relacionamento por 19 anos. Segundo ela, houve episódios de abuso sexual e violência doméstica. Em um dos relatos, ela afirmou: “Eu falei: ‘Isso se chama estupro. Eu fui abusada’. Ele reagiu com uma risada”.
Zampolli é aliado de Trump e já atuou como agente de modelos. Seu nome aparece em registros relacionados ao caso Epstein, financista que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento. A investigação segue em diferentes frentes nos Estados Unidos.