
O ator Wagner Moura se arrependeu de uma declaração dada ao programa Conversa com Bial em Atenas. Durante a entrevista, o ator baiano usou a expressão “fascisminho de esquerda” ao abordar a patrulha ideológica e a cultura do cancelamento.
Diante da repercussão negativa e do uso político da sua fala por bolsonaristas, o artista enviou uma retratação pública à Folha para reconhecer o equívoco na escolha dos termos.
“Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde, venha da direita ou da esquerda. Errei ao chamar isso de ‘fascisminho de esquerda’. Não é um termo apropriado e é insensível ao fato de que são historicamente as minorias que sofrem a violência que caracteriza o fascismo”, disse.
Durante a entrevista, o ator rebatia comentários que questionam seu ativismo social por morar no exterior ou por defender causas de grupos aos quais não pertence diretamente.
Atualmente, Wagner Moura está em turnê pela Europa com o espetáculo “Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo”, dirigido por Christiane Jatahy.
A peça — baseada na obra de Henrik Ibsen — aborda a história de um médico perseguido após denunciar a contaminação das águas de uma cidade. O formato interativo da montagem transforma o público em júri, propondo um paralelo direto com os julgamentos virtuais e a cultura do cancelamento da sociedade contemporânea.
Wagner Moura diz estar cansado de ser odiado e revela desejo de dialogar com a direita:
“Eu queria ter uma interação com a direita e poder conversar com eles. A discussão sobre o tamanho do Estado é válida e necessária. A direita faz uma pergunta justa: quem vai pagar por tudo… pic.twitter.com/xrMuJlA09N
— Pri (@Pri_usabr1) August 6, 2026