Washington Post lança Tumblr para contar história dos negros nos EUA e outras notícias midiáticas. Por José Eduardo Mendonça

O novo projeto
O novo projeto do Washington Post visa contar a história dos negros nos Estados Unidos

Dia 24 de setembro será uma data importante para a cultura afro-americana. Será o dia de abertura do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana no National Mall, em Washington.

Como fica para quem não pude se deslocar até a capital para ver um conteúdo que interessa a pessoas de todo o país, com objetos, arte e imagens que vão desde a escravidão até o movimento dos direitos civis?

Até a abertura, todos os dias o Washington Post, que começou o esforço semana passada, vai coletar material para exibir em seu Tumblr Historically Black.

Diz o jornal: “Queremos que este Tumblr seja um museu das pessoas dos objetos que formaram você e sua família. Mande uma foto ou objeto e conte sua história. Pense em histórias ligadas a uma  foto de família, na mochila de uma criança que ia para uma escola segregada, um anel de noivado. Queremos saber que objetos têm significado para você e o que eles dizem sobre a vida dos negros na América”.

New York Times vai lançar versão digital sem anúncios

Vai custar mais caro que a assinatura normal, e tem a ver com a adoção crescente de softwares que deixam leitores bloquearem publicidade.

O  anúncio foi feito recentemente no festival de publicidade de Cannes pelo CEO da empresa, Mark Thompson. Leitores, disse ele,” devem aprender que o jornalismo do qual gostam custa dinheiro de verdade e que isto tem de ser pago”. O  executivo não falou em preço.

O bloqueio de anúncios custou U$ 24 bilhões em receitas globalmente no ano passado. As empresas que criam os softwares são “injustas e enganosas”, afirmou Thompson.

As coisas não vão exatamente bem para o New York Times. A queda em publicidade impressa e digital foi de 6.8% no primeiro trimestre, um valor de U$ 140 milhões. A empresa disse no começo de maio esperar um declínio semelhante no segundo trimestre. O Times tem cerca de 1.16 milhão de assinantes apenas digitais. A informação é do Wall Street Journal.

Com quem  vai ficar o mercado de vídeo?

Jovens estão abandonando a TV em massa. Hoje, pessoas de 18 a 24 anos passam quase menos de 30% de seu tempo a assistindo que em 2012, diz a Nielsen. Algumas estão desligando a TV a cabo. Outras passam mais horas nas mídias sociais ou vendo vídeo em streaming.

No ano que vem, a publicidade digital vai ultrapassar a da TV nos EUA no ano que vem, chegando a U$ 77 bilhões, segundo a eMarketer. Isto não terá retorno.

As empresas tradicionais de mídia podem se aproveitar de um mercado de vídeo online que cresce a 35% ao ano. Mas elas vão ter de se reinventar como produtoras de conteúdo, e não poderão seguir ignorando Youtube, Facebook Live e Snapchat. TBS e TNT, da Time Warner, já criaram a Super DeLuxe, destinada a fazer conteúdo curto para celulares.

Ninguém vai querer abrir mão dos U$ 170 bilhões da TV a cabo americana, dinheiro que vem não só de publicidade, como de assinatura. Além disso, ela ainda tem a capacidade de produção de programação de alta qualidade que seduz os anunciantes. O que elas vão ter de fazer é criar conteúdo para os millennials e se possível com menos anúncios.

De qualquer forma, o mercado se movimenta e tanto os pequenos querem produzir para os grandes quanto o contrário. Disney investiu na Vice, NBCUniversal na Vox e BuzzFeed, Time Warner na Mashable e a quantidade e o tipo de produtos resultantes disto ainda são em parte uma incógnita.

Mídia social no trabalho, problema e solução

Quanto tempo você passa por dia no Facebook em seu ambiente de trabalho? Socialmente, ou trabalhando? Mídia social pode ser ferramenta de produtividade e de ligações com gente no mundo todo, mas também uma grande fonte de distração. Ainda, estes papéis se misturam. diz estudo da Pew Research feito em setembro de 2014.

Perguntou-se a mais de 2 mil trabalhadores sobre oito modos diferentes como poderiam usar mídia social no trabalho. Alguns resultados são algo surpreendentes. Deles, 34% usam mídia social para descansar um pouco a cabeça do trabalho. 27% para se conectar com amigos e família. Outros 24% fazem ou mantêm relações profissionais. 20% conseguem informações para ajudar a resolver problemas no trabalho.

Alguns a utilizam para construir ou fortalecer relações pessoais dentro do escritório (17%) e a mesma proporção para obter mais dados sobre colegas, 12% para saber de coisas de trabalho de pessoas de fora de suas organizações e 12% sobre pessoas de dentro de suas organizações.  

Nem sempre ajuda. A transparência pode ter resultados negativos. Cerca de 14% dos trabalhadores descobriram que as informações na mídia social melhoraram sua opinião sobre um colega. Mas em 16% dos casos, a impressão piorou.

E a internet pode estar na vida de todo mundo, mas muitos dos trabalhadores hoje fazem uso apenas marginal dela para a realização de tarefas de trabalho. Na verdade, 17% dos pesquisadores disseram que “quase nunca” a usam para este propósito, e 25% “nunca” a utilizam para tal.

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