Weintraub também copiou discurso nazista mas, vindo dele, ninguém se importou. Por Esmael Morais

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POR ESMAEL MORAIS

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, também parafraseou Adolf Hitler durante uma palestra à militância de extrema-direita. O vídeo veio à tona no começo de abril de 2019, quando ele foi confirmado no lugar de Vélez Rodriguez.

“Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios”, disse Weintraub, ao discorrer acerca da controversa reforma da previdência.

O ministro da Educação não parafraseou o ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, mas o próprio chefe dele, Adolf Hitler.

Na época, Weintraub plagiou trechos do livro “Mein Kampf” (Minha Vida), de 1933, em que o ex-chanceler alemão afirma que “… Os judeus são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…”

Nesta sexta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitiu o secretário de Cultura, Roberto Alvim, por reproduzir trechos de um discurso de Goebbels.

Será que o Capetão irá demitir também o ministro da Educação que copiou e colou o discurso de Hitler, chefe do então ministro da propaganda da Alemanha nazista?

Até quando a sociedade irá tolerar o governo nazista de Jair Bolsonaro?

Os judeus ficarão quietos ou gritarão pela demissão de Weintraub?

O que escreveu Adolf Hitler em 1933:

“A gente não chegou nessa situação porque os judeus são pobres. Os judeus estão no topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…”

O que disse Abraham Weintraub em 2019:

“A reforma está sendo propositalmente escondida para evitar tiroteio antes, mas ela está bem avançada. E está trazendo o que tem de mais moderno em termos de Chile, Canadá, Europa. Acho que vocês vão ficar surpresos positivamente quando souberem. E, do ponto de vista político, o que está tentando se fazer é, de novo, desintermediar. A gente não chegou nessa situação porque os comunistas são pobres. Os comunistas estão no topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras. Eles são os donos dos jornais. Eles são os donos das grandes empresas. Eles são os donos dos monopólios. Os monopolistas apoiaram Lula. Os monopolistas estavam dando dinheiro para o [Fernando] Haddad. A gente não conseguiu ter o apoio de qualquer grande instituição durante a campanha. E qual foi a sacada? Desintermediar. Houve uma comunicação do Jair Bolsonaro diretamente com o povo através das mídias sociais. Eu acho que agora, capitaneado pelo Onyx Lorenzoni, está se tentando fazer a mesma coisa no Congresso. Os antigos parlamentares, que eram donos de grupos, grupelhos, estão sendo ‘by passados’, estão sendo atravessados, para chegar diretamente à base de apoio, para conversar republicanamente com a base congressista. A estimativa é que a gente vai ter 350 na base, que é mais do que suficiente para passar o que for necessário”.

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