
A Anvisa informou nesta terça-feira (12) que a Ypê apresentou 239 ações corretivas em andamento para tentar atender às exigências da vigilância sanitária após a suspensão de parte de seus produtos de limpeza. As medidas foram levadas à agência por representantes da Química Amparo, fabricante da marca, durante reunião em Brasília.
O encontro ocorreu na sede da Anvisa e teve a presença do diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, do diretor Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização, do presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e do COO da empresa, Jorge Eduardo Beira. Segundo a agência, as medidas buscam corrigir linhas de fabricação de lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos.
A empresa afirmou que as equipes da fábrica de Amparo (SP) intensificaram os trabalhos desde a publicação da Resolução 1.834/2026, em 7 de maio. De acordo com a Anvisa, as ações também consideram inspeções feitas em 2024 e 2025. O recurso suspensivo apresentado pela Ypê será avaliado pela Diretoria Colegiada da agência nesta quarta-feira (13).
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A decisão original da Anvisa determinou o recolhimento de produtos lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante da marca Ypê, de todos os lotes com numeração final 1 fabricados pela Química Amparo na unidade de Amparo. A medida também suspendeu a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.
A agência informou que a decisão foi tomada após avaliação técnica de risco sanitário e inspeção conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo. A fiscalização apontou falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.
Mesmo com o efeito suspensivo do recurso, a Anvisa manteve a orientação para que consumidores não utilizem os produtos indicados, por segurança. Segundo a agência, cabe à empresa orientar os consumidores por meio do SAC sobre recolhimento, troca, devolução, ressarcimento ou outras providências.
A suspensão também virou alvo de mobilização política de apoiadores de Jair Bolsonaro, que passaram a acusar a agência de perseguição à empresa sem apresentar provas. Michelle Bolsonaro publicou uma imagem com detergente da marca, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que vídeos nas redes tentam transformar a decisão técnica em disputa política.