Zambelli diz que comunidade paga foi cancelada e abre nova vaquinha; entenda

Atualizado em 4 de novembro de 2026 às 10:00
Carla Zambelli
Carla Zambelli. Foto: Reprodução

A ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou na noite de terça-feira (03) que a comunidade paga criada por ela, com mensalidade de R$ 50, saiu do ar e reembolsou todos os inscritos. Ela havia apresentado o espaço como uma forma de obter ajuda financeira.

Em vídeo, Zambelli disse que não recebeu explicação para o encerramento. “A comunidade foi cancelada. A gente não sabe ainda porquê. Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas”, afirmou.

A ex-parlamentar também declarou que a própria plataforma cancelou o serviço. Ela não informou quantas pessoas haviam aderido à comunidade nem o valor que poderia ser arrecadado com as mensalidades.

Após o cancelamento, Zambelli indicou uma nova arrecadação na plataforma internacional GoFundMe. Ela afirmou que os doadores podem contribuir anonimamente e que pessoas no Brasil não teriam acesso à plataforma.

Zambelli cita bloqueios e condenações ao pedir doações

Zambelli lançou a arrecadação após alegar que decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impedem a abertura de uma conta bancária e o recebimento de salário na Itália. “Eu não tenho medo de trabalho”, disse ao comentar sua situação financeira.

A ex-deputada acumula duas condenações criminais no Brasil. No caso da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça, ela recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão, em decisão que transitou em julgado.

O governo brasileiro pediu a extradição de Zambelli à Itália, mas a Justiça italiana negou a solicitação. Os magistrados entenderam que Moraes não poderia julgar o processo por ter atuado como “juiz e vítima” nos fatos atribuídos à ex-deputada.

Em outro processo, Zambelli recebeu pena de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Depois de deixar o Brasil, ela entrou na lista vermelha da Interpol por causa da condenação ligada ao CNJ.

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