Zema volta a atacar programas sociais e diz que governo Lula é “pró-bilionário”

Atualizado em 18 de agosto de 2026 às 14:09
Romeu Zema durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo. Foto: Reprodução

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, voltou a dizer que programas sociais criam uma “geração de imprestáveis” que se recusa a trabalhar e prefere fazer “bico”. Ele deu a declaração na segunda (17), durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.

Zema defendeu a revisão dos benefícios sociais, que classificou como alvos de “muita fraude e muito mau uso”, e propôs condicionar os pagamentos à aceitação de ofertas de trabalho. “Quem recebe, tiver três ofertas de emprego e recusar as três, vai ter o pagamento suspenso”, disse.

Na fala sobre trabalho informal, o presidenciável afirmou que a situação passa “de pai para filho” e questionou a qualificação proporcionada pelos chamados bicos. “Que bico qualifica um profissional? Num lugar onde não tem processo, não tem qualidade, não qualifica”, declarou.

No mesmo evento, Zema chamou o governo Lula de “pró-bilionário” e descreveu a economia brasileira como um “círculo vicioso” de endividamento e juros altos. Para ele, o Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal, funciona como medida paliativa.

O presidente Lula durante evento do governo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Zema repetiu expressão em eventos da campanha

Esta não foi a primeira vez que Zema usou a expressão “geração de imprestáveis”. Ele já havia recorrido à frase em entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, em maio, em um evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, em junho, e na Agenda dos Presidenciáveis da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em julho.

Nas ocasiões anteriores, o candidato apresentou propostas para mudar as condições de acesso e permanência em programas sociais. Entre elas, citou a exigência de estudos ou cursos profissionalizantes e a suspensão do Bolsa Família para beneficiários que recusassem vagas de emprego.

Em junho, Zema também propôs pagar R$ 5 mil a beneficiários que deixassem o programa social e conseguissem um emprego formal. A medida integra o discurso do candidato de vincular benefícios a ações voltadas à inserção no mercado de trabalho.

Na conferência em São Paulo, ele ainda defendeu privatizar estatais e afirmou que não há “vaca sagrada” nessa discussão. Zema disse que a redução dos gastos públicos permitiria baixar os juros para níveis “civilizados”, próximos de 6%, e voltou a defender reformas administrativa e da Previdência.

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