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Zema imita Bolsonaro e ataca STF em meio a investigação: “Carapuça serviu”

O ex-governador de MG Romeu Zema. Foto: Reprodução/Metrópoles

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que não pretende recuar após a notícia-crime apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A declaração foi feita nesta segunda (20), após a inclusão do seu nome no inquérito das Fake News.

“Não vai me intimidar de forma alguma. Eu não tenho rabo preso. Fiz um governo totalmente transparente, sem corrupção, à frente de Minas Gerais. E estou muito à vontade para estar criticando essa farra dos intocáveis”, afirmou em entrevista ao programa Contexto Metrópoles.

Zema também voltou a atacar o Supremo, classificando a Corte como “balcão de negócios”. “Qualquer brasileiro, até mesmo aquele que não sabe ler adequadamente, está entendendo o que está ocorrendo no STF que se transformou em um supremo balcão de negócios”, prosseguiu.

A inclusão no inquérito ocorreu após a publicação de um vídeo nas redes sociais em que fantoches representando ministros, como Dias Toffoli, fazem referência a irregularidades envolvendo o Banco Master. O caso foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito.

Ao comentar a repercussão do vídeo, Zema afirmou que se trata de uma sátira. “Eles se consideram acima de todos e acima da lei também. Dá para ver claramente que é uma sátira, que são fantoches, caricaturas. Se os ministros acharam que aquilo coube uma identificação a eles, parece que a carapuça serviu”, declarou.

O ex-governador também mencionou contratos ligados ao Banco Master, questionando valores. “Eu estou muito tranquilo e continuo achando que o absurdo não as sátiras diariamente são publicadas, o que eu acho absurdo é um contrato de R$ 129 milhões sem explicação”, disse, em referência a um contrato envolvendo a advogada Viviane Barci.

Na notícia-crime apresentada ao STF, Gilmar disse que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.