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Vai fugir? A nova condição de Flávio Bolsonaro para aceitar desafio de Lula

Flávio Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que só disponibilizará a quebra dos sigilos do senador depois de verificar se o presidente Lula (PT) entregou todos os documentos aos quais se comprometeu.

A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que representa Flávio, disse que a abertura dos dados poderá ocorrer rapidamente após essa conferência. “Se a gente confirmar que tudo que ele [Lula] se comprometeu ele trouxe, será imediato”, afirmou.

A campanha de Lula chegou ao tribunal pouco antes, representada pelo senador Camilo Santana (PT), que levava documentos. A equipe petista havia anunciado na véspera que aceitou as condições apresentadas pela candidatura de Flávio para a abertura dos sigilos.

A discussão começou no debate de domingo, quando Flávio chamou Lula de ladrão. O presidente respondeu que abriria seus sigilos bancário e telefônico para demonstrar a origem lícita de seu patrimônio.

Guilherme Boulos e Camilo Santana levam documentos de Lula ao TSE. Foto: reprodução

Deltan Dallagnol vai examinar documentos apresentados pela campanha de Lula

A equipe de Flávio escolheu o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-procurador da Lava Jato, para analisar os papéis. Ele afirmou que examinará a documentação com base em sua experiência anterior com temas ligados ao filho de Lula.

“Vou analisar os documentos da mesma forma que eu fiz no passado, e a última vez que eu fiz isso, o Lula foi parar na cadeia”, disse Dallagnol a jornalistas na porta do TSE, em Brasília.

Lula aceitou estender a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico ao Instituto Lula, ao assessor de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e ao cartão corporativo da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. A lista também inclui o filho Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

A campanha de Flávio afirmou que Dallagnol analisará “cada extrato e relatório” em busca de inconsistências. A defesa do senador sustentou que promessas de transparência não devem ser tratadas como prova antes de uma análise detalhada dos documentos.