
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam nesta sexta-feira (23), na TV Globo, no último debate antes do segundo turno, marcado para domingo (25). O encontro tem início às 21h20, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli. O DCM acompanha o confronto com checagem de fatos em tempo real.
As anotações de Flávio Bolsonaro para o debate trazem a orientação de “falar para elas” e projetar uma imagem de “estadista”, segundo a Folha de S.Paulo. Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou dos treinamentos do senador, enquanto Pablo Marçal ficou fora dessa etapa após críticas à atuação na Band. Lula ensaiou respostas a provocações e a apresentação de propostas com Sidônio Palmeira e a jornalista Olga Curado.
Horas antes do confronto, a campanha de Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro por suspeita de financiamento eleitoral ilícito relacionado a “Dark Horse”, filme sobre Bolsonaro. A ação pede oito anos de inelegibilidade para o senador e Eduardo Bolsonaro, além do rastreamento de transferências internacionais. A coligação petista sustenta que recursos ligados ao Banco Master podem ter favorecido eleitoralmente o candidato do PL.
O canal de WhatsApp “Exército do Lula” chegou a 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira. Administrada pelo deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta recebeu uma decisão favorável de Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que bloqueou novas suspensões por ato administrativo de Kassio Nunes Marques. Google e X também informaram que não identificaram irregularidades na mobilização em suas plataformas: o Google não encontrou sinais de tráfego automatizado nos termos examinados, e o X apontou atuação predominantemente de perfis autênticos.
Lula e Flávio Bolsonaro também apresentaram autorizações para abertura de seus sigilos, após o desafio lançado pelo presidente no debate da Band. O senador acrescentou à discussão a cobrança por gastos com cartões corporativos da Presidência. No TSE, André Mendonça decidiu que a abertura dos dados cabe aos próprios candidatos; a campanha de Lula recorreu para que o ministro conduza a execução do acordo.