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“Uma vida com mais dignidade”: Mamdani elogia Lula após vitória sobre a extrema direita

Lula Zohran Mamdani
O presidente Lula (PT) e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Foto: Dave Sanders/Reuters

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, comemorou nesta segunda-feira (26) a reeleição do presidente Lula (PT) e afirmou que o resultado brasileiro demonstra a força da mobilização popular. “Parabenizo o presidente e acho que isso é um sinal de que o povo unido jamais será vencido”, declarou.

Em entrevista coletiva, Mamdani contou que ouviu pessoas cantando o nome de Lula enquanto voltava para casa no domingo (25). Segundo o prefeito, ele tinha acabado de sair de uma ponte quando moradores de Nova York gritaram de dentro de um bar. Para ele, a cena indica a animação com a vitória do petista nos cinco distritos da cidade.

Mamdani também relembrou o encontro com Lula em Nova York, em 21 de setembro, durante a passagem do presidente pela Assembleia-Geral da ONU. Disse que, naquela conversa, falou sobre o que o brasileiro representa para pessoas da cidade, dos Estados Unidos e de outras partes do mundo, além de expressar admiração pelas medidas concretas voltadas aos trabalhadores.

Ao citar os avanços desde aquela reunião, o prefeito destacou a redução da jornada semanal brasileira de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem diminuição salarial. Mamdani vinculou a mudança à possibilidade de melhorar a vida de quem trabalha e de ampliar o tempo disponível fora do emprego.

“É esse tipo de coisa que os trabalhadores de todos os lugares procuram: uma vida com mais dignidade, uma vida com mais descanso, uma vida com um pouco mais de espaço para respirar”, afirmou.

A mudança na jornada celebrada por Mamdani foi aprovada pelo Congresso, mas tem aplicação gradual. A Emenda Constitucional 141, promulgada em 16 de outubro, prevê duas folgas semanais e limite de 42 horas dois meses após a publicação. A jornada máxima de 40 horas passa a valer um ano depois dessa primeira etapa, sem redução salarial.

Lula foi reeleito para o quarto mandato presidencial com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).