
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) uma recompensa de US$ 1 milhão para quem fornecer informações sobre fraudes eleitorais que levem à prisão e à condenação dos responsáveis. A promessa foi divulgada a oito dias das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
O republicano afirmou que a oferta abrange tanto eleições anteriores quanto as disputas legislativas deste ano. Segundo ele, o dinheiro será pago “no momento da prisão e condenação daqueles que criaram a fraude”.
Trump não detalhou como financiaria os pagamentos. Segundo o Financial Times, a Casa Branca remeteu à postagem do presidente as perguntas sobre a origem do dinheiro e a necessidade de aprovação do Congresso para a iniciativa.
As chamadas midterms renovarão todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Os republicanos controlam as duas Casas, mas a votação pode alterar essa correlação de forças. A perda da maioria dificultaria a aprovação da agenda de Trump e ampliaria a capacidade da oposição de fiscalizar o governo.
Trump: “I’m also going to be issuing a $1 million bonus or reward or whatever you want to call it for anybody that reports voter fraud, leading to the arrest and conviction of somebody. We’re giving that person $1 million.” pic.twitter.com/MkeqQ99QEY
— Aaron Rupar (@atrupar) October 26, 2026
A recompensa se soma a outra promessa financeira feita pelo presidente durante a campanha. Em setembro, Trump disse que enviaria US$ 5 mil a cada cidadão adulto estadunidense caso o Partido Republicano mantivesse o controle do Congresso. O anúncio vinculou a transferência de dinheiro a uma vitória de seu partido nas eleições legislativas.
Fraudes comprovadas são raras nos Estados Unidos, segundo a Folha. O republicano mantém acusações sem provas sobre a eleição presidencial de 2020, vencida por Joe Biden. Tribunais e autoridades eleitorais rejeitaram alegações de uma manipulação que tivesse alterado o resultado.
No mesmo dia, Trump também insinuou, sem apresentar provas, que a eleição brasileira havia sido fraudada, após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi rebatida por Geraldo Alckmin e Celso Amorim. Em entrevista à Rede Vanguarda, o vice-presidente classificou a acusação como “totalmente equivocada” e defendeu a segurança do sistema eleitoral brasileiro.