
Autoridades do governo de Donald Trump já sabiam, na segunda-feira (26), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte e informaram ao brasileiro que sua entrada nos Estados Unidos seria permitida. O relato foi feito à CNN por um assessor do presidente americano.
Segundo esse assessor, Trump autorizou a entrada do senador nos Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial. Uma fonte brasileira próxima a Flávio Bolsonaro, também ouvida pela emissora, afirmou que ele temia ser preso no Brasil.
Duas outras autoridades americanas informaram que os Estados Unidos estão emitindo vistos para Flávio Bolsonaro e sua família. Uma pessoa a par da situação disse à emissora que ele chegou ao país com a mulher e as filhas nesta terça-feira (27).

Flávio Bolsonaro tinha até as 11h desta terça para entregar os passaportes à Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos não foram apresentados, e a PF cancelou tanto o passaporte comum quanto o diplomático.
A medida cautelar foi adotada em meio ao risco de fuga apontado por investigadores da PF, no inquérito por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A decisão também considerou uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do irmão do Brasil caso ele perdesse a disputa presidencial, como ocorreu no domingo (25).
O presidente Lula (PT) criticou a saída do adversário derrotado durante a comemoração de seus 81 anos, no Palácio da Alvorada. “Quando pediram meu passaporte, eu entreguei”, afirmou, ao cobrar que Flávio Bolsonaro tivesse cumprido a determinação.