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Por que o PSD espera mais espaço no quarto governo Lula

Gilberto Kassab
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

O PSD espera manter ou ampliar sua presença na Esplanada no quarto governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A bancada do partido de Gilberto Kassab avalia que a neutralidade no segundo turno das eleições de 2026 justifica um tratamento diferente do destinado a outras siglas do Centrão, que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL). As informações são da coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.

O argumento parte da decisão de não formalizar apoio ao candidato do PL, apesar da pressão de deputados da própria legenda. Lideranças do PSD relatam que a bancada na Câmara foi contida quando defendia um alinhamento público com Flávio na etapa final da disputa presidencial.

O líder do partido na Casa, Antonio Brito (BA), tem dito a integrantes do governo que evitou levar o tema à deliberação interna. Segundo esse relato, se a bancada tivesse votado a questão, a maioria teria sido favorável ao apoio a Flávio.

A pressão aumentou depois que o MDB anunciou adesão ao candidato do PL, atendendo à posição do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Para os integrantes do PSD, manter a neutralidade nesse cenário foi um gesto que deve pesar na relação com Lula durante a composição ministerial.

Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Adriano Machado/Reuters

A bancada também apresenta como argumento sua atuação em votações de interesse do governo. Parlamentares da sigla citam o apoio à proposta que redefiniu os limites dos microempreendedores individuais (MEIs), pautada entre o primeiro e o segundo turnos das eleições.

Na avaliação desses deputados, o respaldo do PSD ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ajudou a viabilizar a votação apesar da pressão de outros partidos para adiar a análise. Eles atribuem à aprovação um efeito favorável à campanha de Lula.

O PSD ainda foi a primeira legenda a anunciar apoio à reeleição de Motta, fortalecendo um aliado do presidente enquanto o PL estudava lançar uma candidatura própria. A posição integra a disputa pela formação da aliança na Câmara. Os gestos embasam a expectativa por ministérios, mas a articulação relatada não inclui uma definição de Lula sobre os pedidos da sigla.