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Após acusação do FBI, Coreia do Norte nega participação em roubo à Binance

Kim Jong-un, à esquerda, e Kim Yo Jong sentados à mesa durante reunião
Kim Jong-un, à esquerda, e sua irmã, Kim Yo Jong, em imagem de arquivo. Foto: Pool/Getty Images

A Coreia do Norte negou envolvimento no roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance e rejeitou a acusação do FBI contra hackers do país. Em manifestação divulgada pela mídia estatal, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, classificou a acusação americana como “absurda e nada nova”. As informações são do Metrópoles.

“Esta não é a primeira vez que os EUA tentam disseminar informações equivocadas sobre a RPDC na comunidade internacional, associando cegamente o país a incidentes de ‘crimes cibernéticos’ sempre que ocorrem em escala internacional”, afirmou. A sigla se refere à República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país.

Kim Yo Jong, diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, também chamou as declarações de Washington de “uma tentativa sinistra de prejudicar a imagem internacional” norte-coreana. Segundo ela, o objetivo seria “minar sua dignidade e prestígio”.

Representações de bitcoin e cédulas de dólar diante da marca Binance
Representações de bitcoin e cédulas de dólar diante da marca Binance. Foto: Kanchanara/Unsplash

O ataque contra a Binance ocorreu em 29 de outubro. O valor levado equivale a aproximadamente R$ 34 bilhões, conforme a estimativa divulgada sobre o caso. O episódio foi descrito por empresas de análise do setor como o maior roubo de criptomoedas já registrado.

Em comunicado divulgado no sábado (31), o FBI atribuiu o desvio ao grupo TraderTraitor, associado pela agência à Coreia do Norte. A polícia federal americana informou ter observado responsáveis pela ação convertendo parte dos ativos roubados em ether, a criptomoeda da rede Ethereum.

A agência alertou para a possibilidade de novas etapas de lavagem por meio de serviços de finanças descentralizadas e plataformas de troca instantânea. Também pediu que empresas do setor bloqueiem transações vinculadas aos endereços digitais divulgados na investigação.

A Binance anunciou que cobriria as perdas com recursos próprios e suspendeu temporariamente os saques após a invasão. No domingo (1º), a corretora informou a retomada gradual das retiradas, condicionada às verificações de segurança e estabilidade dos serviços.