Andreza Matais, do Metrópoles, diz que golpe de Estado é “menos danoso” que beneficiar empresa

Atualizado em 20 de outubro de 2026 às 11:26
Andreza Matais (dir) considera menos danoso tentar dar um golpe de Estado do que beneficiar uma empresa por interesses pessoais (Fonte: Metrópoles)

A jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, defendeu que tentar dar um golpe de Estado é um crime “menos danoso” do que favorecer uma empresa em troca de ganhos pessoais. A afirmação foi feita durante sua participação ao vivo no programa “Contexto Metrópoles”, na noite da última segunda-feira (19).

A jornalista estava analisando os bastidores do debate eleitoral ocorrido no último domingo na TV Bandeirantes. Em dado momento, disse que o pai de Flávio, Jair Bolsonaro, tinha sido condenado por tentar dar um golpe de Estado, algo que seria “menos danoso do que beneficiar uma empresa em troca de interesses pessoais”.

A afirmação de Matais causou surpresa em seu colega de bancada Ramiro Brites, que indagou a colega se ela havia dito aquilo mesmo que ele entendera. A jornalista, então, diz que o colega se equivocou, e que bom que tenha sido assim!, para que ela pudesse deixar muito claro que ela não tinha dito o que acabara de dizer. Assista abaixo ao trecho referido.

Polêmicas na Justiça do Trabalho

Andreza Matais foi denunciada por ex-colegas ao Ministério Público do Trabalho em agosto de 2024, quando era editora-executiva de Política e chefe da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S.Paulo. A acusação era a de fraudar ou ordenar a fraude em documentos de registro de horas extras realizadas pelos repórteres da empresa, a fim de pagar valor menor do que o devido aos trabalhadores.

A jornalista disse que não tinha feito nada daquilo: “Rechaço veementemente qualquer insinuação de que tenha fraudado ou anuído com a fraude de registros de horas extras de jornalistas do ‘Estadão’, bem como as demais afirmações que constam de denúncia anônima sobre relação com a equipe”.

Poucos anos antes, em 2015, foi Andreza Matais quem recebeu uma indenização trabalhista, dessa vez do jornal Folha de S.Paulo, no valor de R$ 1.250.000 (um milhão, duzentos e cinquenta mil reais), a maior parte exatamente por horas extras que a empresa estaria devendo à jornalista no momento de sua demissão, considerando o que até, pelo menos, hoje determina a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Andreza Matais sabe bem o quanto vale uma hora extra conforme o previsto, por enquanto!, na CLT (crédito: Justiça do Trabalho)