
Após 16 anos no poder, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições deste domingo, 12, diante da ampla vitória do líder oposicionista Péter Magyar. O Partido Tisza, liderado por Magyar, conquistou mais de dois terços das cadeiras na Assembleia Nacional, uma vitória que representa uma mudança histórica no cenário político da Hungria. “A responsabilidade e a oportunidade de governar não foi dada a nós”, afirmou Orbán em seu discurso de reconhecimento da derrota.
O Tisza alcançou 136 das 199 cadeiras na Assembleia, enquanto o partido de Orbán, o Fidesz, obteve apenas 56 cadeiras. A vitória de Magyar foi recebida com entusiasmo, e ele afirmou, através de suas redes sociais, que Orbán o havia parabenizado pessoalmente pela vitória. O presidente da Câmara húngara, László Kövér, também fez declarações após a vitória, ressaltando a participação recorde de eleitores e destacando a magnitude da derrota do partido ultranacionalista de Orbán.
A eleição foi marcada por uma adesão eleitoral recorde de 77,8%, com filas nas seções eleitorais e maior participação de eleitores mais jovens, que tendem a apoiar o partido de Magyar. Especialistas políticos apontaram que a ampla derrota de Orbán não é apenas um reflexo da crescente insatisfação popular, mas também um indicativo da mudança gerada pelo movimento pro-europeu liderado por Magyar.
🚨Hungria: Eleição pode encerrar era Orbán após 16 anos
Pesquisas indicam avanço do opositor Péter Magyar, ex-aliado de Viktor Orbán, que agora lidera o partido Tisza e aparece cerca de 10 pontos à frente nas intenções de voto. Magyar defende reformas institucionais, combate à… pic.twitter.com/g4g9d6HTPy
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) April 11, 2026
Durante os últimos anos de seu governo, Orbán foi amplamente criticado por sua repressão às minorias e à liberdade de imprensa, além de ter sido acusado de envolvimento em esquemas de corrupção envolvendo sua elite empresarial próxima. Ele também foi apontado como um aliado de Vladimir Putin, sendo frequentemente criticado pela União Europeia por sua postura em relação à guerra na Ucrânia e outros assuntos internacionais. Sua política nacionalista e ultraconservadora levou à crescente polarização no país.
Por outro lado, Péter Magyar, o líder do partido Tisza, que ganhou força nas eleições de 2026, fez campanha com base em questões que afetam diretamente o cotidiano da população, como a saúde pública e os transporte públicos, além de criticar abertamente o que ele classificou como a corrupção no governo Orbán. Magyar, de 45 anos, venceu ao propor uma alternativa de governo focada no progresso social e econômico, em oposição às políticas autoritárias e ultranacionalistas de Orbán.
Com a vitória de Magyar, a Hungria entra em uma nova era política, com grandes expectativas para o futuro, principalmente no que diz respeito às relações com a União Europeia e ao rumo que o novo governo tomará em relação às liberdades civis e direitos humanos.
Em se tratando de Brasil, o líder extremista derrotado era um aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. A derrota também causa impacto na Casa Branca, já que Viktor Orbán é um velho aliado de Trump.
🚨HISTÓRICO: ORBAN ADMITE A DERROTA NA HUNGRIA
🗣️"A responsabilidade e a oportunidade de governar não nos foram dadas. Parabéns ao partido vencedor" pic.twitter.com/ifTlwd7V4F
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