Cinco vezes em que Aras transformou a PGR em ‘puxadinho de Bolsonaro’

(Brasília – DF, 02/10/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro recebe os cumprimentos do Procurador-Geral da República, Augusto Aras. | Crédito: Isac Nóbrega/PR

O plenário do Senado aprovou nesta terça (24) por 55 votos a recondução de Augusto Aras ao PGR. A votação foi secreta e 10 senadores foram contra, enquanto um se absteve.

Desta forma, o procurador indicado por Bolsonaro seguirá pelos próximos dois anos no comando do Ministério Público Federal.

Por esse motivo, o DCM decidiu listar os as cinco vezes em que Aras transformou a PGR em ‘puxadinho de Bolsonaro’.

Aras, que ocupa desde setembro de 2019, se manifestou por diversas vezes ao STF em defesa dos interesses de Bolsonaro.

Confira:

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Caso Covaxin

Em manifestação ao STF sobre a notícia-crime pedindo a investigação das denúncias de prevaricação do presidente no caso da negociação da vacina indiana Covaxin, a PGR pediu para aguardar a conclusão da CPI antes de autorizar a abertura de um inquérito.

Para o órgão, era melhor esperar os indícios reunidos pela comissão para avaliar se houve crime.

Logo após, a procuradoria voltou atrás após a ministra Rosa Weber cobrar uma posição e dizer que a PGR “desincumbiu-se de seu papel constitucional”.

Interferência na PF

Aras se posicionou contra a divulgação da íntegra de um vídeo em que Bolsonaro disse querer interferir na PF do Rio.

Aras opinou também que o presidente poderia escolher como prestar depoimento e se gostaria de ser dispensado.

Apreensão de celular

Em maio de 2020, Aras se manifestou no STF contra a apreensão do celular de Bolsonaro.

O pedido foi feito por partidos políticos e parlamentares na investigação sobre a suposta interferência política do presidente na PF.

Atos antidemocráticos

Em junho, a PGR pediu o arquivamento da investigação que atingia 11 parlamentares bolsonaristas no inquérito dos atos antidemocráticos.

Na manifestação, a procuradoria afirmou que a PF não encontrou provas de crimes, o que impediria a continuidade da investigação mais de um ano após ter começado.

Uso da máscara

Aras arquivou todos os pedidos de investigação contra Bolsonaro sob acusação de possíveis crimes cometidos durante a pandemia, como se recusar a usar máscaras, ou o delito de propagação de epidemia.