URGENTE: Assange perde apelação em processo de extradição

Atualizado em 10 de dezembro de 2021 às 8:45
Veja o Assange
Julian Assange preso. (Foto: AFP)

Os EUA ganharam uma apelação na Corte de Londres para extraditar o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, acusado de crimes de conspiração e espionagem pelo governo americano. A decisão é do magistrado substituto no processo. Juiz da Corte de Londres não teve a honra de ler o julgamento, diz a repórter Sara Vivacqua, do DCM.

O ativista de 50 anos é alvo nos Estados Unidos de ao menos 17 acusações criminais. Ele está sob custódia no Reino Unido desde abril de 2019.

Assange pode enfrentar uma pena de 175 anos de prisão.

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Assange perde

Essa decisão foi tomada pelo juiz Timothy Holroyde nesta sexta (10).

Novo pedido de extradição havia sido homologado na justiça britânica em outubro.

O governo americano entrou com um processo contra o jornalista porque o WikiLeaks publicou uma série de documentos e vídeos, em 2010 e 2011, a respeito da operação militar do país no Afeganistão e no Iraque.

Esse material revelou que os militares norte-americanos mataram centenas de civis no primeiro país. As mortes, naquela ocasião, não foram oficialmente registradas.

No território iraquiano, de acordo com os documentos, os Estados Unidos seriam os responsáveis pela morte de 66 mil civis, além de terem torturado prisioneiros.

De acordo com o governo americano, o fundador do WikiLeaks conspirou para conseguir o material e a publicação colocou em risco a vida de militares do país. Advogados dizem que o processo é político, além de colocar em risco a liberdade de imprensa.

Em busca de vingança, CIA planejou sequestro e assassinato de Assange

A CIA teria feito propostas para sequestrar Julian Assange, segundo informações dos jornalistas Zach Dorfman, Sean D. Naylor e Michael Isikoff. A reportagem do Yahoo News ouviu mais de 30 ex-funcionários dos EUA, quando Trump era presidente. Tudo isso faz parte da guerra do governo americano contra o WikiLeaks

“Em 2017, quando Julian Assange começou seu quinto ano enfurnado na embaixada do Equador em Londres, a CIA planejou sequestrar o fundador do WikiLeaks, gerando um acalorado debate entre funcionários do governo Trump sobre a legalidade e praticidade de tal operação”, explicam os repórteres.

Também foi discutido pelo alto comando da CIA e o governo Trump de matar Assange. “As discussões sobre o sequestro ou assassinato de Assange ocorreram ‘nos escalões mais altos’ do governo Trump”, declarou um funcionário da agência americana.

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