
Seis pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas em um ataque a tiros no centro histórico de Cracóvia, na Polônia, no sábado (07). A polícia afirma que o suspeito, um jovem de 24 anos descrito por autoridades como fascinado por ideologias de extrema-direita, também matou os pais e a irmã antes de seguir para a região da Praça do Mercado.
O agressor chegou de carro e atirou contra pedestres, turistas e trabalhadores. Taxistas e condutores de charretes, atração turística da cidade, também estiveram entre os alvos dos disparos.
Entre os feridos, há dez poloneses, incluindo dois policiais. A corporação informou ainda que vítimas britânicas, portuguesas, russas, alemãs e austríacas receberam atendimento.
O suspeito ficou gravemente ferido após trocar tiros com agentes e passou por cirurgia. Ele permanecia em estado crítico, enquanto investigadores trabalhavam com a hipótese de que tenha agido sozinho.
Polícia encontrou três familiares mortos na casa do suspeito
Agentes localizaram os corpos dos pais e da irmã do atirador na residência da família, em Ostrowiec Swietokrzyski, a cerca de duas horas de Cracóvia. As vítimas eram um homem de 53 anos e duas mulheres de 52 e 21 anos, todos com ferimentos de bala.

A polícia apreendeu sete armas de fogo no endereço. A imprensa polonesa identificou o suspeito como Michał Oksiński, nascido em 2002, que morava com os familiares e integrava um clube de tiro; o pai também frequentava uma associação do tipo.
Após os disparos no centro da cidade, o homem fugiu em um Subaru preto. Ele bateu em um veículo parado em um cruzamento, saiu do carro e atirou contra dois policiais, que foram atingidos; um deles conseguiu neutralizá-lo.
O suspeito usava uniforme militar e equipamentos de proteção e portava um fuzil semiautomático AR-15, segundo a corporação. O ministro do Interior, Marcin Kierwinski, disse que “tudo indica que ele era fascinado por ideologias de extrema direita”, e o primeiro-ministro Donald Tusk classificou o caso como terrorismo.