
O empresário bolsonarista Diogo Freire Estevão, proprietário da DFT Logística, foi identificado como o homem filmado dando socos em uma mulher que usava camiseta vermelha na Estação Butantã do Metrô de São Paulo, neste domingo (18). Ele afirmou que não percebeu que a pessoa agredida era do sexo feminino.
Diogo alegou legítima defesa e disse que a vítima se aproximou dele, chamou-o de fascista e o atingiu no pescoço. “Parecia um rapaz, depois que eu descobri que era uma mulher. Era uns dread bem grande e cumprido”, declarou.
O empresário afirmou que pediu para que ela não colocasse a mão nele e que a mulher falava “cuspindo”. Segundo sua versão, ela tentou acertar seu rosto, mas o golpe teria atingido seu pescoço.
Leda Freire, mulher de Diogo, disse que o casal estava no local cantando músicas quando a vítima confrontou seu marido. Ela afirmou que os advogados pediram acesso às imagens do Metrô antes de um posicionamento público mais detalhado.
Um bolsonarista socou uma mulher hoje na estação Pinheiros em SP, só porque ela estava de vermelho.
O ódio e violência deles não pode contaminar o país. É Lula 13. pic.twitter.com/dwkTtB9pN6
— Natalia Boulos (@boulosnat) October 18, 2026
Vítima relatou ofensas e agressão em boletim de ocorrência
A mulher registrou boletim de ocorrência e relatou que aguardava um carro de aplicativo quando o casal começou a ofendê-la por causa da camiseta vermelha. Ela afirmou que ouviu os termos “suja” e “drogada” antes de se aproximar para responder.
No relato à polícia, a vítima disse que levou três socos. As imagens que circulam do episódio mostram ao menos dois golpes desferidos por Diogo.
A Motiva, concessionária que opera a Linha 4-Amarela, informou que atendeu os envolvidos sem constatar ferimentos. A empresa também afirmou que ninguém quis registrar boletim de ocorrência no local.
Diogo também é investigado por ameaçar matar outra mulher em Vargem Grande Paulista, onde mora. Na semana anterior, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva à vítima.
A decisão impede o empresário de se aproximar da mulher e de frequentar locais onde ela esteja. Ela relatou que Diogo disse ter uma arma de fogo e que iria “foder” com sua vida.