Rede bolsonarista dribla regras no YouTube usando o Telegram

Veja a pesquisa sobre a extrema direita
Os compartilhamentos de grupos de extrema-direita no Telegram | Editoria de Arte/Reprodução/Globo

Estudo inédito feito no Brasil aponta que o YouTube é o motor do ecossistema de páginas e canais bolsonaristas, diz reportagem de Guilherme Caetano no Globo. Estratégia é combinada com o Telegram.

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Bolsonaristas no YouTube e Telegram

Grupo de pesquisadores coletou 4 milhões de mensagens publicadas em 150 chats (grupos e canais) bolsonaristas no Telegram, entre janeiro e outubro, e identificou uma avalanche de compartilhamentos de links da rede social de vídeos.

Essa hipótese dos pesquisadores é que o Telegram, que passa por um “boom” de popularidade no país, funcione como um propulsor para a circulação de canais bolsonaristas do YouTube, plataforma que remunera produtores de conteúdo de acordo com o volume de acessos de cada página: entre US$ 0,25 e US$ 4,50 para cada mil visualizações.

O aplicativo de mensagens, que permite grupos de até 200 mil membros e canais com quantidade ilimitada de inscritos, serviria também para driblar a baixa circulação imposta a vídeos ocultados por bolsonaristas para evitar que a plataforma os derrube por violação das políticas de uso.

Bem à frente das demais redes sociais, o YouTube teve links compartilhados 440,5 mil vezes nos chats monitorados por dez meses. Em seguida vêm Instagram (74,8 mil), Twitter (74,6 mil), Facebook (55,9 mil), e duas plataformas adotadas pela direita radical mundo afora: Getter (4,1 mil) e Parler (3,1 mil).

Links do TikTok, por fim, circularam 2,6 mil vezes.

“O coração do bolsonarismo está no YouTube, porque é onde está o dinheiro, é onde eles conseguem se remunerar”, afirma Leonardo Nascimento (UFBA) ao jornal, um dos coordenadores da pesquisa, ao lado de Letícia Cesarino (UFSC) e Paulo Fonseca (UFBA).

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