Bolsonaro votou e defendeu o teto de gastos quando era deputado

Bolsonaro teto de gasto
Bolsonaro foi favorável ao teto de gasto

Em 2016, Jair Bolsonaro votou sim à PEC 241, que congelou as despesas do Governo Federal por 20 anos. A proposta passou a impedir que o presidente ultrapasse o teto de gasto. Na época, o atual chefe do executivo federal era deputado federal pelo Rio de Janeiro. Seu filho, Eduardo, parlamentar por São Paulo, também foi favorável.

Na ocasião, ele foi extremamente criticado por apoiadores, já que salários de servidores teriam que seguir a limitação da variação inflacionária. Ele chegou a gravar um vídeo para explicar sua situação.

Ele começou falando que conversou com ministros e militares para discutir a proposta. O deputado criticou o “estado de letargia” em que o Brasil estaria vivendo. Ainda colocou a culpa do PT. No vídeo, ele seguiu dizendo que respeitaria os interesses das Forças Armadas.

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Bolsonaro mudou de ideia

Cinco anos depois, Bolsonaro mudou de ideia. Para aumentar o valor do pagamento do novo Bolsa Família, ele vai ultrapassar o teto de gasto. Paulo Guedes é contra, mas o centrão venceu a queda de braço. Políticos que apoiam o chefe do executivo dizem que é a única forma dele voltar ao jogo para buscar a reeleição.

Como o presidente – e ex-deputado – nunca se preocupou com as contas públicas, ele seguiu o conselho do centrão. E agora pagará R$ 400 aos beneficiários do Auxílio Brasil, desrespeitando a PEC que ele próprio votou.