Bolsonaro diz que esquerda patrocinou atos golpistas de 8/1

O delinquente afronta as instituições a cada minuto e nada acontece

Atualizado em 8 de outubro de 2023 às 14:16
Ex-presidente Jair Bolsonaro discursa durante evento bolsonarista em Belo Horizonte, MG. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que os atos terroristas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro foram uma “armadilha patrocinada pela esquerda”. As declarações do ex-chefe do Executivo foram realizadas neste domingo (8), durante uma passeata bolsonarista contra o aborto na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Os ataques de 8 de janeiro incluíram a invasão da Esplanada dos Ministérios e atos de terrorismo nas sedes dos três Poderes. Neste domingo, Bolsonaro mencionou esses eventos ao notar que a praça tinha menos pessoas do que em sua visita anterior.

“Creio que a diminuição do número de pessoas vai pelo temor do que aconteceu no 8 de janeiro. Agora lá eram brasileiros patriotas que foram se manifestar, entraram em uma arapuca, numa armadilha patrocinada pela esquerda. E hoje muitos irmãos nossos estão sendo condenados por esses atos. Reprovo, sim, a dilapidação de patrimônio público, mas não justifica a pena”, afirmou.

No mês passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou os primeiros três acusados pelos acontecimentos de 8 de janeiro por crimes como associação criminosa e golpe de Estado, com penas de até 17 anos de prisão.

Declarado inelegível por oito anos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ex-capitão, durante o evento, continuou com seus ataques, afirmando que bastou ele deixar a Presidência para que pautas relacionadas ao aborto e as drogas “voltassem à tona”.

“Não sei se vocês repararam, foi só a gente deixar a presidência que parece que as portas do inferno se abriram para nós”, disse.

Neste domingo, os manifestantes ocuparam parte da praça em um ato contra o aborto em frente ao Palácio da Liberdade. A Polícia Militar de Minas Gerais não divulgou uma estimativa de participantes.

Na concentração antes da passeata, os participantes dos atos exibiram faixas e cartazes contra a ADPF 442, que propõe a descriminalização do aborto no país e está aguardando julgamento no STF.

Além dos cartazes, foram ouvidos gritos de “quero ouvir de novo, supremo é o povo”. Gestantes e crianças foram posicionadas em um caminhão de som usado para discursos.

A maioria dos manifestantes era composta por fiéis de igrejas evangélicas, incluindo a igreja do pai do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a igreja católica carismática do deputado federal Eros Biondini (PL).

O ex-presidente e a ex-primeira-dama estiveram no local desde sexta-feira (6). Durante a primeira visita, Bolsonaro almoçou com correligionários e participou de um culto em uma igreja evangélica cujo pastor também é o pai de Nikolas Ferreira, além de ter se encontrado com representantes do setor agrícola.

No sábado (7), ele e Michelle tomaram café da manhã com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e, no mesmo dia, participaram de um encontro do PL Mulher.

A passeata contra o aborto foi o último compromisso do casal na capital mineira.

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