É hora de ir na jugular de Bolsonaro. Por Tiago Barbosa

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP

Por Tiago Barbosa

O fiasco da gadofolia neste 7 de Setembro obriga a sociedade democrática a atacar a jugular do clã Bolsonaro para sufocar de vez essa excitação fascista nauseabunda.

O desfile mixuruca de alienados em Brasília, São Paulo e outros currais Brasil afora evidenciou a tibieza do bolsonarismo – mesmo insuflado por somas vultosas de dinheiro suspeito de corrupção.

No Rio Grande do Sul, um prefeito foi preso com R$ 500 mil para suprir a manada. Em vídeo de hoje, capatazes pagam a quem pastou em Brasília.

A injeção de grana para mesclar mercenários aos alienados de plantão projetou multidões nas ruas concentradas em duas capitais com intenção de criar imagens de impacto.

Mas pariu ajuntamentos bem aquém dos sonhados pelos arruaceiros da extrema-direita.

Esse nítido contraste – considerem-se meses de planejamento sob toda a engrenagem da máquina pública da presidência – é recibo inegável de fraqueza e exige uma resposta voraz.

O campo progressista precisa manter uma série de mobilizações de expressão nacional para pressionar a derrubada de Bolsonaro e contrapor, com gente, a miudeza – real, mental e simbólica – do bolsonarismo.

O Congresso deve ser apertado a pautar o impeachment e transformar a deposição dele em agenda permanente do país para ocupar o delinquente com a própria defesa.

Mas o centro nervoso do combate remete à justiça criminal, o pesadelo de Bolsonaro e razão pela qual ele mantém as hordas em estado de beligerância e irracionalidade.

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A cadeia é o destino incontornável da família presidencial e está na raiz dos ataques tirânicos ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF.

Os filhos Carlos e Flávio chafurdam na lama das rachadinhas e nos laços com a milícia. Eduardo atenta contra a democracia. Renan foi flagrado com corruptos da vacina.

O mandato é mero habeas corpus contra a prisão e instrumentaliza a idiotização coletiva como escudo para salvar os bandidos consanguíneos.

Não vai.

A fragilidade escancarada nas manifestações do 7 de setembro – em face da expectativa e do alto investimento – avaliza a ofensiva final contra Bolsonaro.

Cabe à esquerda saltar na jugular desse fascismo para virar mais uma página infeliz da nossa história