Brasil registrou proporção maior de mortes por covid que 89% de países, diz Ipea

Vacinas da AstraZeneca e da Pfizer são eficazes contra variante brasileira do coronavírus, — Foto: Reprodução/TV Globo

Publicado originalmente no site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Estudo do Ipea mostra ainda que o país teve queda nos níveis de ocupação mais intensa que as de 84% entre 63 países analisados.

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O Brasil registrou, em proporção de sua população total, mais mortes por covid-19 em 2020 do que 89,3% dos demais 178 países com dados compilados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando a comparação desses registros é ajustada à distribuição populacional por faixa etária e sexo em cada país, o resultado brasileiro se torna ainda pior que os de 94,9% dos mesmos 178 países.

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As conclusões fazem parte de nota técnica preliminar publicada, nesta sexta-feira (14), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de autoria do assessor especializado da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc/Ipea), Marcos Hecksher.

O estudo mostra também que, com base em dados de nível de ocupação compilados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil teve queda deste indicador mais intensa do que as de 84,1% dos demais 63 países analisados, entre os três últimos trimestres de 2019 e de 2020.

Diante dessas análises, a nota técnica aponta que os impactos conhecidos da pandemia de covid-19 em 2020 no Brasil foram fortes, não apenas em comparação às séries históricas do próprio país, mas também no contexto internacional. “Nos períodos analisados, o Brasil e outros países latino-americanos estão entre os mais atingidos do mundo em perdas de vidas e de empregos. Países da Oceania, da Ásia e da Escandinávia figuram entre os menos atingidos nas duas dimensões em 2020”, concluiu o pesquisador.

Por último, contudo, o especialista ressaltou que as comparações internacionais têm limitações e as que estão apresentadas na nota técnica, por suas peculiaridades, requerem cautela adicional. “A pandemia de covid-19 segue em curso e tem atacado diferentes partes do mundo em sucessivas ondas, que crescem e diminuem em momentos distintos conforme a localidade”, considerou.

Acesse a nota técnica preliminar.

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