Café da Manhã: Movimento negro e religião: vereador fala ao DCM de protesto em igreja de Curitiba

Atualizado em 9 de fevereiro de 2022 às 7:43
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Café da Manhã: Movimento negro e religião: vereador fala ao DCM de protesto em igreja de Curitiba. Foto: Reprodução/DCMTV/YouTube

Vereador do PT é o assunto. AO VIVO. Leandro Fortes analisa as últimas notícias e recebe o vereador Renato Freitas, do PT de Curitiba, que comandou um ato contra o assassinato do congolês Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, dentro de uma igreja da capital paranaense; e também tem a estreia do jornalista Breno Altman, um dos mais respeitados analistas políticos do País, falando direto de Caracas, na Venezuela. Moderação: Maria Fernanda Passos.

O vereador Renato Freitas, de Curitiba, organizou um protesto em uma igreja na capital paranaense, no sábado (5), pedindo Justiça por Moïse Kabagambe, congolês que foi morto em seu local de trabalho, quando foi cobrar uma dívida, e por Durval Teófilo Filho, morto pelo vizinho.

Segundo o vereador, o ato aconteceu após o término da missa do dia. No entanto, a Arquidiocese de Curitiba contraria sua versão e afirma que o protesto ocorreu durante a celebração. Não houve violência e não há informação sobre nada que tenha sido depredado.

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Vereador invadiu a igreja?

O parlamentar nega que houve invasão à igreja em Curitiba durante um protesto realizado contra as mortes de Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um grupo de manifestantes dentro da igreja de Nossa Senhora do Rosários dos Pretos de São Benedito. Renato Freitas (PT) afirmou que a igreja estava aberta e a missa já tinha sido encerrada.

Em nota, Renato disse em publicação no Twitter que os manifestantes entraram na igreja como parte simbólica, já que ela “foi construída em 1737, durante o regime de escravidão, por pessoas pretas e para pessoas pretas, a quem era negado o direito de entrar em outros lugares”.

“A motivação para a entrada dos manifestantes na igreja surgiu a partir de uma tentativa do padre, e de outras duas pessoas presentes, de calar nosso ato pacífico. Mais uma vez, querendo remover pessoas pretas de locais que também lhes pertence”, completou Renato Freitas.

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