Carta golpista de Flávio foi gerada com ChatGPT; saiba detalhes

Atualizado em 28 de outubro de 2026 às 21:03
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desembarcando de jatinho usado para fugir do Brasil para os EUA. Foto: Ricardo Arduengo/AFP

Uma verificação com a ferramenta Adobe Content Authenticity apontou o uso do ChatGPT na criação do arquivo PDF da carta de Flávio Bolsonaro (PL) distribuída à imprensa nesta quarta-feira (28). A informação foi publicada pelo jornalista Andre Shalders, na coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

O resultado descrito se refere à exportação do documento em PDF. Ele não permite afirmar que o conteúdo da carta foi escrito pelo ChatGPT, nem identifica quem redigiu o texto apresentado pelo senador.

A ferramenta permite consultar as chamadas Content Credentials, informações sobre a origem e o histórico do arquivo. As credenciais verificadas indicaram o uso do modelo GPT-6, da OpenAI, para a criação do PDF.

O arquivo inicial também chamou atenção por utilizar um brasão antigo com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. Outra versão passou a circular com o símbolo atual da República e a grafia Brasil, com S.

Na carta, Flávio Bolsonaro se apresentou como presidente eleito, embora tenha perdido a disputa para Lula (PT), e alegou fraude sem apresentar provas. Depois da repercussão, publicou uma versão que substituiu a reivindicação pela definição de líder do Brasil. A alteração preservou os ataques ao processo eleitoral e ao Judiciário.

 

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!