Ministro da CGU chama Simone Tebet de “descontrolada” e CPI descamba para baixaria

Em pronunciamento, à bancada, senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em depoimento repleto de atritos com senadores, o ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, rejeitou nesta terça (21), em oitiva da CPI da Covid, a acusação de que teria cometido crime de prevaricação em relação à Precisa Medicamentos.

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Baixaria do CGU com senadores

A Precisa é a empresa que manteve negociações com o Ministério da Saúde durante a pandemia. A discussão não acabou ai. Rosário chamou a senadora Simone Tebet de “descontrolada”.

Protegendo a parlamentar, o senador Otto Alencar o chamou de “moleque de recado” do governo Bolsonaro.

O bate-boca chegou ao presidente da CPI, Omar Aziz, que interrompeu a sessão com gritaria.

Está interrompida por 10 minutos.

Marcos Rogério também atacou Aziz e foi criticado pela Leila do Vôlei.

Veja.

Reportagem do DCM sobre a Spoofing

Conhecida como a ‘advogada das delações’, Beatriz Catta Preta defendeu nomes conhecidos na Operação Lava Jato. Paulo Roberto Costa, que foi diretor de Abastecimento da Petrobras; Augusto Mendonça, dono da Toyo Setal e delator do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto; e o ex-deputado Eduardo Cunha foram alguns de seus clientes.

Em 2015, ela deixou o país após afirmar que se sentiu ameaçada pelo doleiro Lúcio Funaro. Segundo a advogada criminalista, Funaro apareceu em sua casa e estava sentado no sofá brincando com seus filhos. O doleiro a pressionou para que Cunha não aparecesse nas delações.

Beatriz embolsou milhões nos controversos acordos de leniência em torno da Lava Jato e foi para Miami, segundo pessoas próximas. Ao Jornal Nacional, na época, disse que fechou o escritório e abandonou a carreira no Direito. Em 2021, no entanto, a advogada ainda publica artigos sobre Direito e delação premiada no blog do jornalista Fausto Macedo no Estado de S.Paulo.

Ela aparece em uma conversa de 12 de outubro de 2015 no Telegram entre os procuradores Orlando Martello Júnior, de São Paulo, e o líder da “Força-Tarefa” da Lava Jato, Deltan Dallangol, a que o DCM teve acesso.

Leia a reportagem exclusiva aqui.