Com mensagem do Papa e visitas de Lula, RS registra 78 mortos após tragédia

Atualizado em 6 de maio de 2024 às 7:06
As águas do Guaíba tomam conta do Centro na cidade de Porto Alegre. (Foto: Reprodução)

O Rio Grande do Sul enfrenta uma tragédia sem precedentes, com 78 mortos e 105 desaparecidos após temporais devastadores. A tragédia ganhou atenção internacional após o Papa Francisco manifestar solidariedade ao estado durante sua missa dominical no Vaticano. As chuvas intensas também mobilizaram uma comitiva de Brasília, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou a região para avaliar os danos.

Segundo a Defesa Civil, além das mortes confirmadas, existem quatro casos ainda sob investigação. As chuvas também deixaram 175 pessoas feridas e mais de 134 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas. Desse total, cerca de 18 mil estão em abrigos e mais de 115 mil estão em casas de familiares ou amigos. No total, 341 dos 496 municípios do Rio Grande do Sul sofreram algum tipo de problema causado pelas chuvas, afetando 844 mil pessoas.

A declaração do Papa Francisco sobre a tragédia no Rio Grande do Sul trouxe consolo aos moradores atingidos. “Faço minhas preces à população do estado do Rio Grande do Sul no Brasil, afetada por uma grande inundação. Que o Senhor receba os que se foram e conforte os familiares e aqueles que tiveram que deixar suas casas”, disse o Papa durante sua fala no Vaticano.

Presença de Lula

A visita de uma comitiva de Brasília ao Rio Grande do Sul incluiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e 14 ministros do governo federal. A comitiva sobrevoou de helicóptero a região de Porto Alegre e a Região Metropolitana para avaliar os danos causados pelos temporais.

Lula garantiu que o governo federal fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar o Rio Grande do Sul a se recuperar. “A gente deve muito ao Rio Grande do Sul sob todos os aspectos. Queria dizer ao povo gaúcho: o que estamos fazendo é dando ao Rio Grande do Sul aquilo que ele merece. Se ele sempre ajudou o Brasil, eu acho que está na hora de o Brasil ajudar o Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente.

Desafios

A tragédia também trouxe desafios logísticos para Porto Alegre e outras cidades do Rio Grande do Sul. A rodoviária da capital ficou inundada, cancelando todas as viagens de chegada e saída. O Aeroporto Salgado Filho também foi fechado devido ao elevado volume de chuvas. Várias rodovias tiveram interdições parciais ou totais por conta das enchentes.

Regiões de destaque

Em Porto Alegre, o nível do Guaíba subiu a níveis históricos, superando a marca de 5,3 metros na manhã de domingo. Esse aumento no nível do rio causou alagamentos em ruas, casas e estabelecimentos. Em algumas áreas, como no bairro Sarandi, a prefeitura pediu para que moradores deixassem suas casas e buscassem abrigo seguro devido ao risco iminente de inundações.

Em Canoas, voluntários formaram um cordão humano para resgatar pessoas ilhadas devido às chuvas. Registros mostram pessoas unidas para puxar barcos de resgate, destacando a solidariedade e a força da comunidade em tempos de crise. Segundo a prefeitura do município, cerca de 180 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, com grande parte concentrada nos bairros mais afetados.

Causa do fenômeno

Os meteorologistas explicaram que os temporais no Rio Grande do Sul foram resultado de três fenômenos combinados: correntes intensas de vento, um corredor de umidade vindo da Amazônia e um bloqueio atmosférico causado por ondas de calor. Esse cenário foi agravado pelas mudanças climáticas, o que levou ao aumento da intensidade das chuvas.

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