Com sonda nasogástrica e refluxo de fezes, Bolsonaro deveria estar isolado, diz infectologista

Bolsonaro sem máscara no Vila Nova Star, hospital de luxo de SP

O DCM procurou o infectologista Marcos Caseiro para esclarecimentos sobre o risco de infecção hospitalar existente na conduta do presidente Jair Bolsonaro, que circulou pelo corredor da ala onde está internado sem a utilização de máscara ou luva.

O médico explicou que existem quatro níveis de isolamento em uma ambiente hospitalar: o padrão, o de contato, o respiratório e o de gotículas.

“Um paciente com uma sonda nasogástrica, com quadro de refluxo de fezes, contaminado por bactérias, obrigatoriamente deveria estar com isolamento de contato ou, preferencialmente, o de gotículas” , disse Caseiro. “Ele não poderia sequer sair do quarto dele, muito menos ir a outros quartos sem a devida higienização das mãos.”

Veja abaixo as preocupações necessárias para o isolamento por gotículas e note que esses cuidados não estão sendo observados no caso do presidente:

De acordo com Marcos Caseiro, o Conselho Regional de Medicina deveria punir o hospital. “Isso é gravíssimo”, conclui o infectologista.

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