Dallagnol é alvo de representação no CNMP após fabricação de delação revelada no DCM

Deltan Dallagnol coçando a cabeça
Deltan Dallagnol.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os deputados federais Rui Falcão e Paulo Teixeira (PT-SP) entraram com uma representação no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) contra os ex-procuradores da Lava Jato Deltan Dallagnol e Athayde Ribeiro Costa.

Trata-se de uma reclamação disciplinar por conta da fabricação de uma delação com objetivos políticos e notadamente eleitorais.

No último sábado (16), o DCM revelou que os procuradores da extinta força-tarefa de Curitiba propuseram cláusulas extras, criaram uma nova versão e negociaram os termos da delação premiada do ex-executivo da Petrobras Pedro Barusco, no início de 2015.

Leia também:

1 – Exclusivo: Dallagnol escreveu parte da delação de Barusco e incluiu PT por “fins políticos”
2 – Advogada de Barusco deixou o Brasil pouco após delação manipulada por Dallagnol
3 – VÍDEO: “Dallagnol inventa delação e manda preso assinar”, diz o Meteoro Brasil

O objetivo era incluir o Partido dos Trabalhadores entre as figuras delatadas, com a intenção manifesta de atingir fins políticos e “derrubar a República”.

É o que mostram diálogos travados por mensagens de celular entre Deltan e Athayde – respectivamente chefe e membro da Lava Jato – analisados pela Polícia Federal no âmbito da chamada Operação Spoofing.

“Já passou da hora de nós enfrentarmos a vulgarização do instituto da delação para conseguir, como efeito pedagógico, a responsabilização dos procuradores que estiveram à frente destes procedimentos”, disse ao DCM o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas.

“O comportamento dos procuradores e a inércia do CNMP só reforçam a importância do debate e da aprovação da PEC número 05, que está sendo discutida no Congresso Nacional”, afirmou o advogado.

No documento, os parlamentares pedem que sejam estabelecidas as penas de “advertência, censura, suspensão, demissão e cassação de aposentadoria ou de disponibilidade”.

Eles também solicitam que Dallagnol e Athayde prestem esclarecimentos sobre o caso no prazo de 10 dias.

Leia o documento na íntegra: