Ida de Dallagnol para política comprova que Lula era “alvo” do MPF, afirma Gisele Cittadino

Atualizado em 4 de novembro de 2021 às 18:38
Veja Gisele Cittadino
Gisele Cittadino (Foto: Reprodução)

A jurista Gisele Cittadino comentou a saída de Deltan Dallagnol do Ministério Público Federal (MPF) e, portanto, da Operação Lava Jato. A especialista explica que esse movimento comprova a perseguição da Força-Tarefa contra Lula.

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Gisele Cittadino fala de Dallagnol no Facebook

Deltan Dallagnol acaba de pedir exoneração do Ministério Público Federal.

Provavelmente, entra na política.

Confesso que achei a decisão bastante boa. Por um lado, comprova a tese de que Lula e o Partido dos Trabalhadores eram um alvo do MPF.

Como resolveram brigar na arena errada e foram desmascarados, Dallagnol e Moro optaram agora por brigar na arena certa: a da disputa política do eleitor.

Isso faz bem para a democracia.

Perseguir adversários políticos usando o espaço do sistema de justiça é coisa que só bandidos fazem.

Os rapazes parecem ter desmontado a organização criminosa que instituíram.

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Fora do MP

Nos passos do ex-juiz Sérgio Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol, paranaense de 41 anos, renunciou definitivamente ao seu cargo no Ministério Público e deve entrar para a política, disputando uma vaga à Câmara dos Deputados em 2022. A informação é de Eliane Cantanhêde no Estado de S.Paulo.

Ele se afastou da coordenação da Lava Jato de Curitiba, em setembro de 2020, depois de denúncias de delitos em mensagens suas com Moro e outros procuradores pelo The Intercept Brasil na série de reportagens conhecida como Vaza Jato.

Ele é conhecido pelo Power Point em que apontava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe de uma organização criminosa instalada no poder para desviar dinheiro público. E também por conversas no Telegram para si mesmo especulando sobre uma candidatura ao Senado.

Vai tentar ser deputado federal.

A vontade de entrar para a política não é nova, mas Dallagnol sempre era desencorajado pelos próprios colegas da Lava Jato, que temiam a repetição do que ocorreu na Itália, onde a Operação Mãos Limpas foi trucidada depois que um dos seus principais mentores e coordenadores desviou para a política.