E eis que Reinaldo Azevedo me chama de Paulo Nojeira. Por Paulo Nogueira

Polemista de sarjeta
Polemista de sarjeta

E Reinaldo Azevedo me chama de Paulo Nojeira na resposta que fez a meu artigo sobre sua ligação com Luiz Carlos Mendonça de Barros, citado por Sérgio Machado.

Mendonça foi o mecenas da revista Primeira Leitura, que Azevedo enterrou antes de inaugurar o colunismo de famulagem na Veja, no qual o principal atributo exigido de alguém é a defesa estrepitosa e contínua dos interesses da plutocracia e, consequentemente, dos barões da imprensa.

Minha pergunta era de onde vinham os recursos que bancavam a Primeira Leitura, dados os novos fatos sobre Mendonça. Só isso.

Azevedo chamou o DCM de Diário do Cx do Mundo. Quase comovente o pudor dele em colocar x no lugar do u.

Não foi sequer original em seus xingamentos. Antes dele, Olavo de Carvalho fizera o mesmo tanto em relação a mim como ao DCM. É uma amostra da pobreza intelectual da direita brasileira.

Mas o que mais me chamou a atenção foram as mentiras sobre minha carreira.

Aí também fica demonstrada a falta de compromisso de Azevedo com a verdade.

Bastaria a ele, para saber de mim, uma conversa de dez minutos com um colega da Veja, Guzzo. Trabalhamos juntos na Veja e depois na Exame.

Na Veja, nos anos 1980, ele era o grande diretor de redação, e eu um repórter e depois editor. Na Exame, trabalhamos cara a cara muitos anos, ele como superintendente e eu como diretor de redação.

Foi Guzzo quem, na demissão de Mário Sérgio Conti do comando da Veja, defendeu diante de Roberto Civita que fosse eu o novo diretor.

Logo ficaria claro que eu não era a pessoa para o cargo: a Veja estava prestes a abandonar o jornalismo que a consagrara durante tanto tempo para se transformar no panfleto antipetista que é.

Bastava isso: uma conversa com Guzzo. Rápida e objetiva, como é o estilo de Guzzo.

Aí Reinaldo Azevedo poderia me atacar — mas sem agredir tão violentamente a verdade e, também, sem desinformar tão despudoradamente seus leitores.

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