Ernesto Araújo ataca jornalista e diz que conduziu “política externa soberana”

Ernesto Araújo
Ernesto Araújo. Foto: Pedro França/Agência Senado

Ernesto Araújo decidiu atacar o jornalista Jamil Chade nesta quinta (23). Chamando-o de “blogueiro”, o ex-chanceler disse que “conduziu uma política externa inovadora e soberana”. Ele, que já disse ter orgulho de transformar o país em “pária internacional”, agora conta outra.

O ex-ministro das Relações Exteriores diz que tentou “transformar o Brasil numa verdadeira democracia”. O objetivo, diz, era ter o país “como um dos pilares mundiais da liberdade e dignidade humana”.

Em mais um episódio de sua conspiração de Nova Ordem Mundial e globalismo, ele avalia:

“Remei contra a corrente: contra a corrente da corrupção, dependência e atraso. Fui hostilizado pelo lobby chinês, pela mídia inimiga do PR, por todo o establishment corrupto. Depois que saí, o MRE [Ministério das Relações Exteriores] passou a ser elogiado por essas forças. É fácil deixar-se ir a favor da corrente”.

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Ernesto ficou ofendido com matéria de Jamil Chade

Ernesto ficou ofendido por Jamil Chade ter dito que o MRE estava “em colapso, inclusive administrativo” enquanto ainda era chanceler. Para o ex-ministro, isso é uma “desinformação completa”.

“Insinuar que em minha gestão não busquei ‘alianças em todos os continentes’ é outra mentira absurda. Iniciei parcerias sem precedentes com EUA, Israel, países do Golfo, Japão, Índia, UE, UK, Polônia, Hungria, Austrália, Ucrânia, países da Am. Central e Caribe, África, PROSUL etc”, relata.

Ernesto Araújo ainda diz que quer que as decisões sejam tomadas em “Brasília, democraticamente” e não “em Pequim, Genebra ou Nova York, para agradar Jamil Chade e à elite política globalista e sino-dependente”.

Em resposta, o jornalista afirmou que as publicações foram um “troféu em forma de texto” e disse que os tuítes serão emoldurados. Também escreveu uma réplica ao ex-chanceler.

Jamil lembrou de episódios como a viagem que fez com a esposa para Paris em avião oficial. Também lembrou da perseguição a diplomatas e a tarifa zero a etanol vindo dos EUA para ajudar na eleição de Donald Trump.