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Governo Bolsonaro se nega a revelar palavras bloqueadas nas redes sociais oficiais da Presidência

Do Blog Sonar no Globo:

Página do presidente Jair Bolsonaro no Facebook | Reprodução

O governo federal mudou de posição e não quer mais revelar os termos bloqueados nas páginas oficiais do Facebook. Essa lista já foi divulgada anteriormente, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mas o Ministério das Comunicações e a Controladoria-Geral da União (CGU) rejeitaram um pedido do GLOBO para ter acesso à versão mais atualizada. A CGU alega que haveria “riscos de segurança”.

Entre 2019 e 2020, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) atendeu ao menos três pedidos formulados com base na LAI e divulgou a relação de palavras que não podiam ser publicadas nas páginas “Governo do Brasil” e “Planalto”. Os termos bloqueados consistiam basicamente de versões pejorativas do nome do presidente Jair Bolsonaro (como “biroliro”, “bolsonazi” e “bonossauro”) e diversos outros tipos de xingamentos, como mostrou em fevereiro do ano passado a coluna de Guilherme Amado, na revista Época.

Em outubro, o GLOBO solicitou, também via LAI, a versão mais atualizada da lista. O Ministério das Comunicações (criado após desmembramento do MCTIC) respondeu, no entanto, encaminhando apenas os termos de uso de redes sociais do governo federal, com regras gerais de uso.

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Em 2019, o DCM solicitou via LAI os termos e pessoas bloqueadas pelas redes sociais do presidente, mas a Secom alegou que as redes sociais de Bolsonaro “têm caráter privado”.