“Eu preferi tratá-la em casa para que ela melhorasse”, diz o marido de Joice Hasselmann sobre o “atentado”

Joice Hasselmann e o marido, o neurocirurgião Daniel França

O marido de Joice Hasselmann, o neurocirurgião Daniel França, deu entrevista ao bolsonarista picareta Oswaldo Eustáquio na tarde desta sexta-feira (23) e falou pela primeira vez sobre o ocorrido com a mulher dele no apartamento em Brasília.

Joice alega que sofreu um “atentado”. Conta que ficou desacordada por 7 horas e despertou na madrugada do domingo passado numa poça de sangue com várias várias fraturas pelo corpo.

O que França relatou a Eustáquio:

Tudo que tinha para ser falado já foi falado pela Joice, eu fui orientado a não entrar em detalhes sobre isso porque vou prestar um depoimento à Polícia Legislativa muito provavelmente amanhã [sábado, 24]. Então primeiro eu queria conversar com a Polícia Legislativa e depois eu posso publicizar qualquer coisa.

A única coisa que me passa pela cabeça é o seguinte: ou ela perdeu a consciência por algum motivo e caiu, ou a consciência dela foi tirada e depois ela teria sido teoricamente agredida, porque realmente não há nenhum sinal de luta. Eu sou neurocirurgião, conheço as coisas, e não há sinal de luta, ela não reagiu.

Não escutei [qualquer barulho] porque não estava naquele quarto. Eu ronco, então muitas vezes vou dormir em outro quarto para preservar o sono dela. Acordei com ela me telefonando, o telefone tocou, eu estava dormindo profundamente e nem atendi, eu vi que ela estava ligando, saí e a encontrei no chão.

[Acidente] de automóvel não, porque a gente não saiu de casa, a gente passou o sábado em casa, não saímos em nenhum momento. Outra coisa, o tipo de lesão que um acidente de automóvel causa é diferente. Desde o acontecido a gente não voltou para São Paulo, eu que tive que vir para o Nordeste porque tenho cirurgias para fazer aqui e estou voltando para Brasília amanhã.

Passei o tempo todo com ela para cuidar e ver as reações aos remédios e quando eu vi que ela estava melhorando, que os anti-inflamatórios estavam fazendo efeito e ela não tinha apresentado nenhum outro sinal de alerta, eu fiquei mais tranquilo. 

Ela não foi atendida no hospital para o tratamento imediato das lesões. Isso eu fiz em casa. Ela foi para o hospital na terça de manhã para começar a fazer os exames e estava neurologicamente intacta do ponto de vista que o exame neurológico estava normal, consciente, orientada e falando normalmente.

Eu sou especialista em neurotraumatologia e então avaliei que se ela tivesse apresentado algum sinal, alguma hemorragia, a gente levaria para o hospital. Como não apresentou, eu preferi tratá-la em casa para que ela melhorasse, porque ela estava com muita dificuldade de se locomover.

Chego em Brasília nessa madrugada e amanhã já terei ido na polícia, estou muito focado nessa questão do acompanhamento dela, estou o tempo todo em contato com todos os médicos que estão cuidando dela, não me foquei nessa parte investigativa.

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