Folha, 100 anos: diretor do jornal diz que anúncio picareta de cloroquina é “liberdade de expressão comercial”

Folha de S.Paulo e a cloroquina de Bolsonaro. Foto: Wikimedia Commons/Reprodução/Facebook

A Folha de S.Paulo está comemorando 100 anos e meu amigo Clayton Netz comenta que a edição de domingo tem “sete cadernos laudatoriós e de auto louvação. Sacrificaram mais árvores do que o Salles”.

O resumo do que é a Folha, porém, está na coluna da ombudsman Flavia Lima.

Flavia, como era de se esperar, tratou do anúncio vergonhoso de médicos vendendo a cloroquina. 

E ali no meio do artigo surge o diretor comercial da Folha, Marcelo Benez, gritando “vamos faturar, vamos faturar”.

Diz o texto:

Mas vale qualquer coisa na publicidade? Sobre o assunto, o diretor comercial da Folha, Marcelo Benez, diz que o jornal defende a “liberdade de expressão comercial”, segundo a qual todos que têm uma mensagem a ser divulgada têm o direito de fazê-lo, desde que ela não viole a lei.

“O anúncio em questão pode estar errado do ponto de vista científico, mas não quebra nenhuma lei”. O jornal, afirma Benez, respeita rigorosamente a separação entre Redação e Publicidade, garantindo independência às áreas.

Ou seja, pagou, levou.

É evidente que alguém acima do tal Benez deveria ter brecado essa irresponsabilidade, mas o dinheiro fala mais alto.

E tem otário que acredita que a Folha está “a serviço da democracia”.

Médicos defendem cloroquina na Folha em anúncio picareta

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