Em ano eleitoral, Gabinete do Ódio de Bolsonaro corre para comprar nova ferramenta espiã israelense

Atualizado em 17 de janeiro de 2022 às 7:38
Veja Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro, dentro de avião da Embraer durante a Dubai Airshow
Imagem: Alan Santos/PR // Carlos Bolsonaro. Foto: Reprodução/YouTube

Durante o evento Dubai AirShow, em 14 de novembro de 2021, um domingo, um acontecimento inusitado envolveu o governo Bolsonaro. Um integrante do chamado “gabinete do ódio” entrou no stand de Israel, que funcionou pelo primeiro ano no local, com o interesse de municiar o grupo paralelo com uma poderosa ferramenta espiã, diz reportagem de Jamil Chade e Lucas Valença no UOL.

LEIA MAIS:

1 – VÍDEO – Weintraub confirma que Bolsonaro sabia da Operação ‘Furna da Onça’, envolvendo rolos de Flávio

2 – Bolsonaro é um estorvo na luta pela vacinação infantil, diz Datafolha

3 – Datafolha diz que maioria dos brasileiros apoiam vacinação de crianças; Saiba quantos

Ferramenta do Gabinete do Ódio

A ferramenta seria usada agora em 2022, ano eleitoral.

Por isso a visita não ocorreu por acaso.

Presença israelense na feira apenas foi possível depois da normalização das relações entre os Emirados Árabes Unidos e Israel, um ano antes.

O Dubai AirShow acabou se transformando em palco da tecnologia israelense.

Evento ainda foi usado para consolidar a aproximação entre movimentos de extrema direita do mundo. Além do Brasil, o governo populista da Polônia manteve encontros com empresas de Israel e, nas últimas semanas, Varsóvia anunciou acordos como resultado dos contatos realizados em Dubai.

Pouco antes do encontro naquele domingo, em uma sala privativa no espaço cedido por Israel, como ressaltou uma fonte ligada à inteligência do governo e que esteve presente na comitiva presidencial, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpria uma das agendas de sua viagem aos Emirados Árabes.

Teve a inauguração, no mesmo evento, do “pavilhão Brasil”.

No stand de Israel, porém, o integrante do Gabinete do Ódio, perito em inteligência e contrainteligência que também fazia parte da comitiva presidencial, conversou com um representante da empresa DarkMatter (matéria escura em tradução direta ao português).

Esse especialista, cujo nome não foi informado, responde extraoficialmente ao vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Participe de nosso grupo no WhatsApp clicando neste link

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link