Guerra tira chance de Brasil crescer, dizem especialistas

Atualizado em 2 de março de 2022 às 17:18
Paulo Guedes falando no ouvido de Bolsonaro, presidente do Brasil
O presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Reprodução

Reportagem da CartaCapital afirma que as incertezas e turbulências da guerra entre a Ucrânia e Rússia “derrubam” as expectativas de um crescimento significativo do Brasil. “Por menores que sejam as conexões diretas entre o Brasil, Rússia e Ucrânia, não tem como o País escapar das ondas de choque que o conflito espalha pelo mundo”, diz a matéria, publicada nesta quarta-feira (02).

Na sexta-feira (04), acontecerá a divulgação do PIB do 4º trimestre e do acumulado de 2021. O mercado tem a expectativa de uma taxa de crescimento de 0,1%, em boa parte graças à retomada dos serviços, favorecidos pelo avanço da vacinação e reabertura das atividades no período. Se isso se confirmar, a economia brasileira terá crescido 4,5% em 2021, mais do que compensando a retração de 3,9% registrada em 2020 com o surgimento da pandemia, de acordo com a CartaCapital.

Diz a reportagem: “Embora haja alguma expectativa de uma resultado melhorzinho no quarto trimestre (um crescimento de 0,5%), ninguém vislumbrava possibilidade de progresso maior ao longo deste ano. Agora, menos ainda, diante da incerteza e turbulência derivadas da guerra na Ucrânia: a resistência dos ucranianos e o lento progresso das tropas russas; a adesão, de A a Z, das maiores corporações ocidentais (e orientais) às sanções econômicas à Rússia; a unidade do Ocidente em torno da contenção de Vladimir Putin. Por menores que sejam as conexões diretas entre o Brasil, Rússia e Ucrânia, não tem como o País escapar das ondas de choque que o conflito espalha pelo mundo”.

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Inflação no Brasil deve ser ainda mais pressionada

De acordo com relatório de economistas da empresa de investimentos J.P. Morgan, enviado a clientes, “no atual ambiente de pressão inflacionária persistente, o conflito geopolítico pode desencadear preocupações do Banco Central”, o que poderia levar a autoridade monetária a considerar um ciclo ainda mais longo de aperto dos juros.

Diante da escalada dos preços do petróleo, a inflação deve se manter ainda mais pressionada. O preço do barril passou, hoje, dos 110 dólares.

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