Indiferença, 500 mil mortes e surtos na Copa América do Brasil. Por Jesem Orellana

Manaus 13 05 2020-Sepultamentos de pessoas de baixa renda, no cemitério N.S. Aparecida em Manaus (Foto: Fernando Crispim/Amazônia Real)

POR JESEM ORELLANA, epidemiologista-FIOCRUZ/Amazônia

Nos últimos sete dias (9 a 15-junho), em média, foram computados 1.986 mortos por Covid-19 no Brasil.

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Caso o padrão de mortes se mantenha, em 23-06-2021, quando Brasil e Colômbia jogam pela Copa América, o Brasil terá ultrapassado meio milhão de mortes confirmadas por Covid-19.

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Ainda que o Brasil vença o jogo, terá sido derrotado fora de campo pela falácia do “evento esportivo mais seguro do mundo” e que caminha para a centena de casos novos confirmados, pelo atordoante número de mortos e pela retomada no número de contágios e mortos no país.

O Brasil deixou de ser o país do futebol e do samba, para se tornar o lar predileto de variantes de preocupação, da indiferença perante a morte e do negacionismo científico.

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