Inquérito das milícias digitais causa novo mal-estar entre Moraes e Aras

Atualizado em 24 de agosto de 2022 às 17:30
Ministro Alexandre de Moraes e procurador-geral da República Augusto Aras. Fotos: Reprodução

A operação da Polícia Federal deflagrada na terça-feira (23) por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, contra empresários que defenderam um golpe de Estado em um grupo de WhatsApp, causou um mal-estar entre o procurador-geral da República Augusto Aras e o ministro do STF.

Essa discordância, porém, não é a primeira entre eles. Está é a segunda vez, no mesmo inquérito, em que Moraes e Aras destoam de opiniões.

A Polícia Federal deflagrou operação contra oito empresários investigados por trocarem mensagens golpistas e defenderem uma ruptura institucional caso Lula vença as eleições. As mensagens foram reveladas pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.

Após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, Aras reclamou da PGR só ser intimada na véspera da operação. Moraes, porém, rebateu as acusações e informou que “a Procuradoria-Geral da República foi intimada pessoalmente”.

A ação da PGR repete uma conduta anterior de Aras. Em agosto do ano passado ocorreu a primeira divergência entre eles, quando o ex-deputado Roberto Jefferson foi preso. À época, o ministro do STF disse que a PGR perdeu o prazo para se manifestar sobre a operação.

Moraes afirmou que enviou o caso para a PGR em 5 de agosto e não obteve resposta do órgão até o dia 12 do mesmo mês. Após a autorização dos mandados de prisão e de busca e apreensão, o ministro disse em despacho que a PGR deixou o caso ocorrer sem manifestação contrária.

A Procuradoria, no entanto, afirmou em nota que se manifestou “no tempo oportuno”  e se foi contra a prisão de Jefferson. “Ao contrário do que apontam essas matérias, houve sim manifestação da PGR, no tempo oportuno, como ocorre em todos os procedimentos submetidos à unidade”, declarou Aras, em comunicado.

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