Janaina Paschoal propõe “solução final” para idosos na pandemia em nome de “priorizar os recursos disponíveis”

Janaina Paschoal

Depois de Xuxa sugerir que presidiários sejam cobaias de remédios, a deputada Janaina Paschoal resolveu dar um passo adiante rumo ao abismo moral.

De acordo com Janaina, que já vem numa louca cavalgada há tempos, é necessária uma espécie de solução final para os idosos porque não há recursos para todos no combate ao coronavírus.

“Eu me preocupo com todas as vidas! Mas as vidas daqueles que viveram menos me preocupam mais”, escreveu.

“Aliás, penso que já estejamos no momento de estabelecer claramente regras para priorizar o uso dos recursos disponíveis: leitos, respiradores, etc. É pesado, mas é necessário!”

Ao invés de a deputada mais votada de São Paulo batalhar por um lockdown decente, por auxílio emergencial, desoneração de impostos, vacinação mais ampla — ela recomenda logo a eliminação física dos “menos aptos”.

Se essa decisão for tomada no colapso dos hospitais, cabe ao médico responsável, e não a ela.

Qual é o regulamento? Só os velhos pretos? Ou os velhos judeus? Os velhos do Nordeste têm o mesmo valor que os do Sul?

Se não der certo com os anciãos, quem ela sugere na câmara de gás depois? Os políticos? As pessoas cujo nome começa com J?

Isso tem nome. Um deles é eugenia.

Disse ela no Twitter:

Amigos, já no início eu dizia que esta doença não ataca apenas idosos e pessoas com comorbidades, o que não seria pouco. Os números, no Brasil, infelizmente, mostram que nossos jovens estão padecendo. Além das medidas de segurança que todos conhecem: álcool gel, máscaras…

Peço não realizarem festas, baladas, comemorações, manifestações, aglomerações de toda e qualquer natureza. Vejam, não estou falando de medidas restritivas, multas, detenções, etc. Sou crítica a esses autoritarismos. Falo de consciência!

As mortes de jovens por COVID 19 são realidade no Brasil. Há situações inevitáveis… muitos trabalham em atividades essenciais… como os entregadores de alimentos… Mas há situações plenamente adiáveis, até para que haja um futuro para cada qual.

Eu me preocupo com todas as vidas! Mas as vidas daqueles que viveram menos me preocupam mais. Aliás, penso que já estejamos no momento de estabelecer claramente regras para priorizar o uso dos recursos disponíveis: leitos, respiradores, etc. É pesado, mas é necessário!