Joice Hasselmann é a personificação da mentira, da torpeza e do cinismo. Por Vinícius Segalla

Joice Hasselmann (PSL-SP) e o novo amigo, Arthur Lira (PP-AL). Foto: Reprodução

Em 23 anos de carreira, poucas vezes me deparei com uma figura política tão torpe, mentirosa e cínica como a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP). É torpe, como quem contraria ou fere os bons costumes, a decência e a moral. É mentirosa, como quem mente como troca de roupa. E é cínica, na medida em que mente e age em desacordo com o que prega, com total despudor. Abaixo, os fatos que levam à constatação.

Veja, abaixo, postagem da deputada em sua conta de Twitter na última segunda-feira (1).

Como se nota, contém, a publicação da parlamentar, uma crítica nada velada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo fato de o mandatário da República não utilizar máscara. Joice Hasselmann não deixa nunca de fazer essa crítica.

Pela falta de máscara, chama Bolsonaro de genocida e anticientífico sempre que encontra oportunidade, o que sempre acontece.

O mesmo Jair Bolsonaro, aliás, que já foi venerado pela congressista durante mais de um ano, inclusive e principalmente durante a campanha eleitoral de 2018, quando, aos berros, chacoalhava o corpo ao som de “BOL-SO-DO-RIA!”, em carreatas e toda a sorte de eventos públicos. Estão aí o Google e o Youtube para comprovar o que se afirma.

De um dia para o outro, mudou de lado. Da noite para o dia, descobriu que Bolsonaro é, segundo suas novas palavras, um genocida, um louco, um inconsequente. Ela não tinha notado isso ao longo dos 28 anos de carreira como deputado federal do ex-capitão do Exército? Ela fez alguma autocrítica por ter ajudado a levar o, segundo ela, genocida ao poder?

Não, e nem seria o caso! É que, conforme afirma Joice Hasselmann, o problema não foi sua incapacidade de perceber o óbvio. Na verdade, diz a parlamentar, foi Bolsonaro quem mudou ao chegar ao poder, foi Bolsonaro que mostrou sua verdadeira face somente após ter chegado à Presidência da República.

E ela afirma essas coisas assim, sem nem ruborizar, achando que o Brasil inteiro é trouxa.

Veja, agora, esta outra postagem da deputada, do dia 30 de janeiro deste ano.

Trata-se de uma postagem, como se vê, a respeito do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no contexto da eleição para a presidência da Casa, ocorrida na última segunda-feira. De um lado, estava o candidato de Maia, Baleia Rossi (MDB-SP). Do outro, o candidato de Bolsonaro, Arthur Lira (PP-AL).

Nos dias e semanas que antecederam a eleição legislativa, Joice Hasselmann montou trincheiras ao lado Rossi, contra Lira. Está aí o histórico das redes sociais da parlamentar a provar o que se afirma.

De qualquer forma, Lira saiu vitorioso. E deu uma festa condizente com o que é e o que defende: coalhada com a nata do bolsonarismo, gente como a deputada Bia Kicis (PSL-DF) e Cristiane Brasil, a filha de Roberto Jefferson, apenas para citar duas que já receberam das mais contundentes críticas de Joice Hasselmann. Não é preciso dizer que estavam todos sem máscara. Estranho seria se estivem usando máscaras.

Nesta terça-feira (2), as redes sociais foram inundadas por vídeos do rega-bofe do novo presidente da Câmara e seus amigos bolsonaristas. Um deles segue abaixo.

Como se nota, Joice Hasselmann pode criticar quem não usa máscara, pode criticar Bia Kicis, Bolsonaro e o bolsonarismo. Mas não peçam que suas atitudes sejam condizentes com o que sua boca fala. Também não peçam que ela fique contente ao ser assim filmada fazendo o contrário do que diz.

Em outro vídeo que circula nas redes, ela chega a tentar tomar da mão de alguém um celular que a filma, tapando sua imagem confraternizando com Cristiane Brasil. Se isso não é torpeza e cinismo, diga o leitor o que é.

Agora, sobre ser mentirosa.

Em dezembro de 2019, resolvi contar quantas vezes a deputada já tinha espalhado mentiras absolutamente comprovadas por meio de suas redes sociais e por um programa que tinha no site da revista Veja.

Passei algumas horas juntando alguns exemplos e cheguei ao número de 17 mentiras incontestes, sempre tendo como objetivo a calúnia e a difamação. Sempre tendo partidos, associações e pessoas de esquerda como alvo. Um de seus alvos prediletos era Dilma Rousseff, a quem chamou de louca pra baixo. É clicar aqui e conferir.

Crédito: reprodução

Essa é a deputada federal Joice Hasselmann. Ela deixou o bolsonarismo. Mas o bolsonarismo jamais a abandonou.