Jorge Pontual diz que exército de Israel não comete crimes de guerra: “advogados” checam antes

Atualizado em 14 de outubro de 2023 às 22:53
Jorge Pontual na GloboNews

Após espalhar a fake news dos “40 bebês decapitados”, de defender o banho de sangue de Israel em Gaza e fazer a divisão entre mortos bons — os judeus — e mortos ruins — os palestinos —, o incrível Jorge Pontual ataca novamente.

Neste sábado, o correspondente em Nova York da GloboNews dobrou a aposta na apologia do massacre e de seu perpetrador.

“Israel tenta cumprir a lei internacional. Cada unidade do Exército tem advogados que decidem, antes do ataque, se os alvos são legítimos”, inventou.

“Ou seja, se há um alvo legítimo, um alvo militar, mas tem população sendo usada como escudo humano, essa população pode ser alvo porque a lei internacional permitiria. Isso é uma questão que será decidida por tribunais. Terá que ser investigado. Só muito depois de uma guerra acabar é que essas coisas são decididas”.

O cerco já foi condenado por inúmeras entidades e organizações. Entre outras, a ONU e a União Europeia, através de seu chefe de política externa. Isso não é suficiente para Pontual.

Mas, além da mentira sobre a licença para matar no caso de escudos humanos, o que se discute em Israel é justamente o contrário: o Knesset (parlamento) vai votar um projeto de lei que concede imunidade aos soldados e membros das forças de segurança do país por ações realizadas durante “operações antiterrorismo”. Sim, imunidade.

A procuradora-geral israelense Gali Baharav-Miara está preocupada porque essa tentativa de salvo-conduto para barbarizar pode ser, no final das contas, um tiro no pé. “Esta lei irá minar a proteção dos soldados das Forças de Defesa e expô-los a processos criminais internacionais”, alertou.

“A imunidade, tal como proposta, altera fundamentalmente o ponto de equilíbrio e, portanto, resulta numa violação dos direitos humanos e de outros interesses vitais. Esse projeto de lei não é a ferramenta adequada para salvaguardar estes importantes interesses”.

O que está em jogo é como se safar com o crime. How to get away with murder. Pontual se tornou um porta-voz patético de um genocídio, sem ninguém para fazer contraponto a suas cascatas. Seus colegas de bancada assistem impassíveis.

Mesmo para o baixo padrão da GloboNews, é estarrecedor o fato de esse sujeito ser autorizado a enganar tanta gente o tempo todo.