Live das 5: Jornalista conta ao DCM como sua mãe morreu na Prevent Senior após ser amarrada à cama

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Jornalista conta ao DCM como sua mãe morreu na Prevent Senior após ser amarrada à cama – Thumb/DCM

Prevent Senior é o assunto. AO VIVO. Cassio Oliveira analisa as últimas notícias e conversa com o jornalista Gilberto Nascimento, com o médico infectologista Marcos Caseiro.

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Gilberto Nascimento fala sobre mãe e Prevent Senior

O escritor e jornalista Gilberto Nascimento divulgou um relato sobre a recusa do tratamento de sua mãe na unidade hospitalar da Prevent Senior localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo. Vítima da covid-19, a aposentada Terezinha de Jesus morreu no dia 24 de março deste ano, aos 87 anos de idade.

“O hospital recusava-se a continuar a mantê-la em tratamento, alegando que ela já era muito idosa. Deixaram minha mãe morrer”, diz Nascimento. Segundo o escritor, a Prevent Senior não entregou o prontuário médico de sua mãe, mesmo depois de encerrado o prazo de entrega.

Relato de Gilberto Nascimento

Minha mãe, Terezinha de Jesus, dona de casa, vítima de covid-19, morreu em um hospital da rede Prevent Senior, no dia 24 de março de 2021. Ao menos em dois momentos, o hospital, por meio de seus médicos, afirmou que não valeria a pena mantê-la em tratamento, alegando que seria muito idosa. Isso quando toda a milionária propaganda da Prevent Senior é voltada para o atendimento, ou suposto atendimento, de pessoas idosas.

Com suspeitas de contaminação por covid, minha mãe recebeu o “kit covid” em casa, sem passar por qualquer consulta. Porém, eu a encaminhei para o hospital antes de esses medicamentos ineficazes chegarem. Minha irmã, Elisabete de Jesus Nascimento Malavolta, havia tentado antes uma consulta por telemedicina, mas desistiu ao constatar que apenas atendentes —e nunca um médico—, ouviam os relatos dos pacientes e, em seguida, enviavam por meio de um motoboy os tais remédios.

No dia 20 de fevereiro (sábado), no início da madrugada, minha mãe deu entrada na unidade da Prevent Senior no bairro da Mooca. A primeira coisa que eu disse para o médico que a atendeu foi que não lhe desse de forma alguma hidroxicloroquina ou outro desses medicamentos ineficazes. Ele confirmou que esses remédios faziam parte do protocolo do hospital, mas disse não havia prescrito. Tive de confiar na sua fala.

Paciente estava amarrada à cama

No mesmo dia, minha mãe foi removida para a unidade da Prevent Senior no Paraíso. No quarto dia de sua internação, minha outra irmã, Elisete Bento Nunes da Silva, foi visitá-la. Encontrou minha mãe amarrada à uma cama. Achamos aquilo um absurdo. Os médicos do hospital se justificaram dizendo “ser necessário” o procedimento porque minha mãe estaria “arrancando a máscara de proteção com as mãos”.

Após essas explicações, uma médica, identificada como Mariana, disse que minha mãe tinha “coração de 90 anos, fígado de 90 anos, e rim de 90 anos”. Minha mãe estaria tendo uma piora e, segundo ela, em casos de pessoas com essa idade a intubação não é a melhor solução, “pois não tem o que fazer, e ela não se recupera mais”.

As chances de minha mãe voltar a ser como era seriam muito pequenas, sentenciou a médica. A idade biológica da minha mãe era 87 anos. Por um erro no cartório, ela foi registrada como se tivesse nascido dois anos antes. Veja o relato completo AQUI.

Confira a live abaixo: