Live do Prerrô – Tribunal do Genocídio: bastidores de um evento histórico

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Live do Prerrô – Tribunal do Genocídio: bastidores de um evento histórico. Foto: Reprodução/DCMTV/YouTube

O grupo Prerrogativas (Prerrô) fez uma live sobre o genocídio, se ele ocorreu ou não, sob o governo Bolsonaro. Confira a retransmissão do DCMTV.

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O que é esse Tribunal do Genocídio

Em um momento histórico e dramático em que o Brasil passa por uma crise política e social sem precedentes, o Coletivo André Naveiro Russo, com apoio da Reitoria da PUC-SP, realizou o julgamento da política da administração pública federal.

O Tuca foi palco no última dia 25 do Tribunal do Genocídio. O evento foi organizado pelo Coletivo Naveiro Russo, em parceria com docentes, estudantes e funcionários e apoio da Reitoria da PUC-SP. Foi realizada a encenação do julgamentos dos atos e as omissões dos responsáveis pelas mais de 614 mil mortes no Brasil, em razão da pandemia de Covid-19.

“A sociedade não pode ficar observando a tragédia. A grande maioria das vítimas veio a óbito porque os responsáveis pela administração pública federal adotaram uma política negacionista, irresponsável e desumana”, afirmaram os organizadores, no Ato de Instituição do Tribunal do Genocídio.

Entre as vítimas da Covid-19, estava o professor André Naveiro Russo, de 50 anos, que dava aulas no curso de Jornalismo e faleceu em junho de 2021. Para homenageá-lo, foi criado o Coletivo que leva seu nome e reúne docentes, estudantes e trabalhadores da Universidade.

“O genocídio não pode ficar impune. Enquanto não for possível instalar um processo real, a comunidade universitária da PUC-SP, com o propósito de chamar a atenção da opinião pública, realizou o julgamento público da política da administração pública federal”, ressalta o Coletivo.

O evento teve um corpo de jurados, sob a presidência da desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Kenarik Boujikian. Para representar a sociedade e apresentar a acusação, foi nomeada a ex-Procuradora Geral da República Déborah Duprat. Para a defesa, foi nomeado o advogado Fabio Tofic Simantob.

Deborah Duprat é jurista e advogada. Foi membro do Ministério Público Federal de 1987 a 2020, tendo sido vice-procuradora-geral da República de 2009 a 2013 e exercido interinamente o cargo de procuradora-geral em 2009.

Convidados

Kenarik Boujikian é jurista e magistrada. Foi juíza de direito e desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. É cofundadora da AJD e ABJD.

Arthur Chioro é médico sanitarista e professor universitário brasileiro. Foi ministro da Saúde do Brasil entre 2014 e 2015.

Fábio Tofic Simantob é advogado criminalista e sócio-fundador do escritório Tofic Simantob, Perez, José e Ortiz. É especialista em Dogmática Penal e Política Criminal pela Universidade de Salamanca e ex-presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), entidade da qual é um dos sócios-fundadores.

Apresentação

Gustavo Conde, mestre em linguística pela Unicamp, jornalista e membro honorário do Grupo Prerrogativas.

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