
Lula desembarcou nos Estados Unidos na noite desta quarta-feira (6) para a reunião com Donald Trump na Casa Branca. O avião presidencial pousou na Base Aérea de Andrews às 22h, no horário de Brasília, e o encontro está previsto para começar ao meio-dia desta quinta-feira (7).
A conversa é tratada por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países depois de um período de incertezas e tarifas de importação. A agenda ocorre em Washington e deve reunir temas econômicos, políticos e de segurança.
Entre os pontos previstos para a mesa estão os questionamentos dos Estados Unidos ao Pix, a cooperação contra crime organizado e narcotráfico, parcerias em minerais críticos e terras raras, além de geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU. Eleições no Brasil também devem entrar na pauta.
🇧🇷🛬🇺🇸 Presidente Lula acaba de chegar em Washington para agenda com líder dos EUA, Donald Trump, que vai rolar a partir de amanhã. pic.twitter.com/rOvsrRFvEs
— Camarote da República (@camarotedacpi) May 7, 2026
A viagem é resultado de uma aproximação iniciada em 26 de janeiro, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos. Depois da ligação, o presidente brasileiro afirmou que queria ir a Washington em março para um encontro “olho no olho”, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
Desde então, a relação entre os dois governos acumulou novos pontos de tensão. A guerra no Oriente Médio, o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem como fatores que tornaram o ambiente diplomático mais complexo.
Nos bastidores, auxiliares do governo avaliam que a reunião pode ser mais um ponto de partida do que um ponto de chegada. A expectativa é que o encontro abra caminho para negociações futuras, sem necessariamente produzir acordos imediatos entre Brasília e Washington.
A reunião também ocorre depois de uma sequência de sinais públicos de aproximação entre Lula e Trump, que já falaram em “boa química”. A visita, no entanto, será testada por temas sensíveis para os dois lados, incluindo comércio, soberania digital, segurança regional e a disputa política no Brasil.