Lula vai suspender dívida do RS por três anos e zerar taxa de juros

Atualizado em 13 de maio de 2024 às 14:04
O presidente Lula e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula vai suspender a dívida do Rio Grande do Sul com a União por três anos e zerar a taxa de juros cobrada sobre as parcelas no período. O projeto deve dar um alívio de R$ 11 bilhões ao governo gaúcho e também auxiliar os municípios que estão em situação de calamidade que possuem dívida com o Estado.

A medida deve ser anunciada oficialmente na tarde desta segunda (13), quando o presidente se reúne virtualmente com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). O estado tem somado prejuízos bilionários em meio à catástrofe causada pelas fortes chuvas.

A proposta do governo prevê que o dinheiro economizado pelo estado com a suspensão da dívida deve ser integralmente destinado a um fundo público específico, que será criado para financiar ações de enfrentamento e mitigação dos danos causados pelos temporais.

As ações devem incluir obras de reconstrução, melhoria ou ampliação da infraestrutura afetada, mitigação de efeitos dos fenômenos que causaram a calamidade, contratação de mão de obra temporária, financiamento para remoção de famílias e empresas de áreas de risco, aquisição de materiais e equipamento, e a contratação de serviços necessários para enfrentar a tragédia.

Vista aérea de Montenegro (RS) inundado. Foto: Reprodução/Prefeitura de Montenegro

O governo Lula vem estudando a medida desde a semana passada. O objetivo é evitar que o Executivo estadual retome os pagamentos devendo um valor ainda maior à União. A ideia da gestão petista é criar um arcabouço permanente para permitir a suspensão de dívidas de estados em casos de calamidade reconhecida pelo Congresso nacional.

Com isso, o Rio Grande do Sul poderá acionar o gatilho imediatamente, mas outros estados poderão ser beneficiados futuramente, caso eventos dessa natureza se repitam. A proposta será feita por meio de um projeto de lei complementar e enviada ao Congresso Nacional.

O texto ainda estabelece regras para que o ente beneficiado dê publicidade à aplicação dos recursos, comprovando a relação entre o alívio da dívida e as ações desenvolvidas pelo Executivo, e prevê um prazo para que os governos estaduais ou municipais apresentem um plano de trabalho ao Ministério da Fazenda.

Até o momento, a catástrofe deixou 147 mortos, 127 desaparecidos e 806 feridos no estado, além de 538.241 desalojados no estado. Técnicos do governo gaúcho calculam que a restauração só da infraestrutura pública atingida pelas chuvas deve custar ao menos R$ 19 bilhões.

Siga nossa nova conta no X, clique neste link

Participe de nosso canal no WhatsApp, clique neste link

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.